|
Construção de 1862, erguida por conta de
uma Associação Anônima, sendo diretor da obra o Major
Olivério José Ortiz. Depois de construído, foi administrado
por uma Sociedade, sob a presidência de Manoel de Freitas Valle.
Esta obra foi entregue pronta em Maio de 1862.
O seu primeiro nome foi Theatro Independência,
passando, depois, a se chamar Theatro São Luiz até 1891.
Nesta época, se encontrava quase em ruínas e foi arrematado
por uma Sociedade que fez os reparos, mudando-lhe o nome para Theatro
13 de Maio.
Neste local, em 1911, estabeleceu-se o Cine Theatro Rio Branco,
o primeiro cinema da cidade. Em seu salão de apresentações,
a 02 de maio de 1912, foi assassinado o Subintendente do 1° Distrito,
o Capitão Joaquim Domingues Vieira, pelo jornalista Manoel Júlio
Ruas.
Era um prédio modesto com 28 camarotes, dispostos em duas ordens,
com acomodação para cinco ou seis pessoas, totalizando 148
poltronas. Por cima dos camarotes ficava a galeria que podia conter 100
lugares. A platéia comportava 150 pessoas sentadas. Normalmente
havia um total de 400 lugares à disposição do público.
Por esse teatro, passaram companhias dramáticas, cômicas,
pequenas troupes, e até companhias líricas (brasileiras,
espanholas, francesas, italianas). Ali deram espetáculo concertistas
e cantores de renome. Singulares tempos aqueles em que o teatro dos grandes
centros tinha condições para representar no interior. Vinham
companhias de Montevidéu e, na passagem por Alegrete, ficavam.
O teatro enchia. Era um acontecimento na cidade. As companhias líricas
traziam, já nas primeiras décadas deste século, orquestras
inteiras. As entradas valiam de 5 a 10 mil réis e eram caríssimas.
Atores famosos como: Juigi Delaguardia, Clara Delaguardia, Mini Aguglia
e Gustavo Salvini representavam com enorme sucesso.
Por esta casa passaram companhias líricas de canto, dança,
representação, declamação, ópera etc,
vindas da Itália, França, Montevidéu, Buenos Aires,
Espanha, Portugal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Este prédio foi demolido em 1955 para, no local, para ser erguido
edifício do Foro da Comarca de Alegrete.
|