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Enviado por webmaster em 01/09/2010 17:09:22 (3 leituras)


Com ritmo intenso, por todo o Rio Grande e em outras regiões do País onde gaúchos estão estabelecidos, começam as construções de galpões, piquetes e acampamentos para celebrar as tradições gaúchas, culminando no dia 20 de setembro. Na semana da celebração todos começam a se reunir no entorno de um fogo de chão ou num cenário típico para cantoria, declamação, debate sobre temas de valorização cultural e até mesmo para um bom jogo de truco. A iniciativa atrai multidões. O povo se faz presente para comer um churrasco e a comida típica, ouvir os sons que soam de todos os lugares e é claro, para no clímax assistir o desfile farroupilha. A essência do movimento são os festejos cívicos que impõem a cada um de nós as vestes gauchescas, cantar o hino Riograndense muitas vezes, hastear a bandeira do nosso Estado, montar no cavalo, exaltar os nossos princípios e valores e de forma muito especial o nosso amor ao Rio Grande do Sul. Muitas vezes, andando pelo Brasil afora, somos questionados sobre as razões da nossa empolgação e por tanta celebração. Quem não conhece as nossas circunstâncias e a nossa história realmente tem dificuldades de compreender. É bom frisar que somos forjados na luta. Nossos antepassados lutaram contra os governos opressivos, pela garantia da soberania nacional e pela escolha de ser brasileiro. Portanto, estes fatos, por si só, já são suficientes para fazer uma enorme diferença na nossa motivação de vínculo e amor com a nossa terra. Vem de longe a nossa participação e compromisso. Mas não é só isto. O gaúcho tem universalidade. Esta capacidade de ser daqui e estar sempre enxergando o mundo. Talvez este sentimento venha do fato do Estado ser fronteiriço. Conviva na intimidade com outros Países. Também pode ser por um jeito de ser. Olhar o mundo “de cima do cavalo”. Enxergando longe, com outra dimensão. Ademais, o gaúcho tem algo forte que vem de dentro. É introspectivo e rude como regra, mas tem uma afetividade incomparável. Os homens e mulheres que formam esta cultura cultivam a paixão e o amor. Tem grande sensibilidade. Colocam a frente a alma e o coração. Choram diante das emoções privilegiadas da vida. Este é o gaúcho que constrói piquetes e acampamentos, que sobe no cavalo para desfilar, mas que acima de tudo aplaude o civismo, sua cultura e tradições. Talvez seja este conjunto que explique porque as pessoas saem do Rio Grande e conquistam o País e o mundo. Ocupam espaços nos governos e fazem a diferença. Ocupam espaços internacionais e mudam a trajetória de um povo. Este é o nosso orgulho que nos leva a celebrar com tanta intensidade. Ao ensejo, sempre é bom perguntar neste momento de exaltação como estamos sendo vistos? Se estamos cumprindo com a nossa predestinação histórica? Os gaúchos sempre foram protagonistas junto a Federação. Sempre tivemos vocação para liderar. Entendo que precisamos recuperar este lugar. De outra parte, ao longo da nossa história vimos conseguindo gerar o desenvolvimento e melhorar a vida da nossa gente. Também esta circunstância está atualmente a desejar. Precisamos voltar a crescer com mais intensidade e consolidar uma visão estratégica que aponte o caminho futuro a seguir. Que consagre a vocação do nosso Estado. Para isto, podem crer, só tem um jeito. Fortalecer os consensos, valorizar a cultura cívica e estimular as lideranças. É um pouco de tudo isto que a semana farroupilha, com suas construções está à estimular.


Afonso Motta
Advogado e Produtor Rural


Enviado por webmaster em 23/08/2010 10:31:35 (3 leituras)

A educação não vem merecendo a consideração, adequada pela política pública, porque seu trato institucional e político não oferece nos padrões pragmáticos eleitorais o devido retorno. Defender a educação não mais garante a eleição de ninguém. Então para que a política educacional avance, é necessário o conhecimento da sociedade sobre a importância desta bandeira. E para que assim aconteça se faz imperativo uma elevação hierárquica da educação. Trocar a defesa de questões pontuais importantes por uma valorização conceitual, de dimensão. Que seja capaz de despertar na população um sentimento de reconhecimento estratégico. A educação formadora e de inclusão como o ativo mais importante do País. Faz todo o sentido estabelecer um planejamento educacional como faz agora o governo Federal, mas muito mais significado tem um trabalho articulado para levar a sociedade a compreensão sobre a escola e suas relações sociais. O papel transcendente de cidadania que exerce o professor como líder e orientador da sua Comunidade. A integração com a família, especialmente as mais carentes que tem na escola seu único recurso contra a violência e outras mazelas sociais. As possibilidades de lazer e integração, que mesmo com toda a precariedade do aparelhamento escolar acolhem os moradores vizinhos nos seus espaços. Esta a real dimensão, que em muito supera as questões curriculares e operacionais que alcançam a educação. Entretanto, como de há muito a desconsideração é demasiada, os salários estão aviltados, os processos não funcionam e a escola está desaparelhada, todos os esforços e o próprio ativismo tem se concentrado na melhoria da remuneração dos professores e na obtenção de recursos para que a escola funcione minimamente. Mais salário, material escolar e equipamento dos prédios tem sido a tônica. É muito difícil fugir desta dinâmica. Tanto é assim, que qualquer tentativa de qualificação, avaliação ou inovação tem determinado violentas reações, normalmente com viés político, não permitindo sequer o adequado debate. É claro que a par destas questões varias outras visões vem presidindo o ativismo dos operadores e interessados pela educação. Desde os que defendem o caráter inclusivo como finalidade principal, através da universalização com as crianças nas “escolas de tempo integral”, até a motivação política da formação de consciências. Verdade é que o sentido participativo para a construção de alternativas de maior fundamento ou programáticas vem sendo substituídas por um irresistível pragmatismo onde tudo se traduz pela destinação de recursos. É claro que para a melhoria dos salários dos professores e instalações nas escolas vamos precisar da dotação de recursos. Entretanto, o estímulo a todas estas formulações de valorização da educação vão passar pela elaboração de um conteúdo mais qualificado, com alicerces em visões, escolhas e muito trabalho de implementação de política pública. Neste sentido, será fundamental o reconhecimento aos que estabeleceram como sua prioridade política a defesa da educação. Além do mais é importante que na “Academia”, bem como nos demais espaços de debate, político e institucional como é o caso da mídia, ocorra a oportunidade para qualificar este sentido mais amplo e social do processo educacional. Esta visão necessita ser uma questão de Governo, alicerçada em preceitos regulatórios e políticos que garantam em novo patamar de reconhecimento pela sociedade da educação. Só assim vamos ser a grande Nação que todos esperamos.

Afonso Motta
Advogado e Produtor Rural


Enviado por webmaster em 11/08/2010 16:06:11 (7 leituras)

É diferente a campanha eleitoral que iniciou oficialmente no início deste mês de agosto. Menor tempo de ativismo na busca do voto porque a fase pré-campanha se limitou a construção de alianças e inauguração de obras ou lançamento de projetos. De outra parte, com o rigor da fiscalização e a escassez de recursos doados, os candidatos deverão concentrar seus esforços no último mês, após o debate se estabelecer através do Rádio e Televisão, quando o eleitor efetivamente começa o processo de escolha. Nos pleitos anteriores para a presidência da república os candidatos apresentavam prioritariamente suas idéias, agora a articulação se concentra na conquista do maior tempo possível de televisão. O imaginário passa pela aparição na “telinha” com grande exposição, para repercutir nas pesquisas e por conseqüência garantir o voto do eleitorado. Embora a legislação eleitoral determine que os candidatos encaminhem seus programas de governo, no fundo tem se resumido a mera generalidades, porque os próprios candidatos consideram irrelevantes para o convencimento do eleitor. Tampouco desejam se comprometer de antemão com coisa alguma. Muito embora nestes programas não tenham faltado palavras de impacto, como o controle da mídia, redução da jornada de trabalho e regularização das terras invadidas, dentre tantas outras, sequer estas menções tiveram ou vão ter repercussão pública. Estas circunstâncias do começo da campanha eleitoral geram uma expectativa negativa. O que temos é a ausência do debate qualificado. A eleição presidencial oferece entre as candidaturas mais competitivas, muitas semelhanças. São candidatos tidos como de esquerda, oponentes da ditadura militar, defensores de grandes bandeiras e de um modelo de estado que garanta o poder político interno. Conseqüentemente, a distinção maior que será submetida ao eleitorado talvez se limite a defender o governo ou fazer oposição. Acontece que pelas identidades já mencionadas as candidaturas tidas como oposicionistas não tem interesse eleitoral em explicitar suas diferenças. É o caso das principais bandeiras sociais do Governo Federal como a Bolsa Família ou “Moradia para Todos”, de grande repercussão política, que prometem manter ou na integralidade ou com pequenos ajustes. Também limita o debate a lógica do processo da eleição em dois turnos. É natural que o debate no primeiro turno seja morno, porque as candidaturas preferenciais desejam se preservar para o segundo turno, quando a polarização deverá determinar uma espécie de nova eleição. Aí sim, toda a munição será utilizada. De outra parte, é sabido que os principais candidatos tem suas vulnerabilidades pessoais. Longa trajetória de militância, exposição pública, postura e circunstâncias. Entretanto, fora uma que outra estocada, não tem se visto aquela disputa para qualificar a integridade ou a conduta de cada um para ser o principal mandatário da Nação. Por enquanto o discurso neste campo é de cautela. Este conjunto de razões vêm determinando o desinteresse pelo pleito e mantendo o número elevado de indecisos que aparecem nas pesquisas. Mas podem estar certos que a lógica vai determinar um outro debate mesmo que de curta duração. Não é possível que o destino do nosso País, as escolhas da política pública e a “visão de mundo” de nossa principal liderança vá passar batido, sem um grande interesse da população. As nossas potencialidades são extraordinárias, o momento do governo é muito positivo porque nos afirmamos no cenário global como protagonistas. O Brasil é o país líder dentre os emergentes. O nosso crescimento após uma severa crise mundial nos diferencia e habilita para o desenvolvimento e a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Diminuição das diferenças, inclusão e oportunidade de emprego. Os “olhos do mundo” vão estar mirando a celebração nos próximos anos, a da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Grandes obras e acolhimento de turistas de toda a parte. Esta a motivação para participarmos escolhermos os nossos dirigentes do futuro.


Afonso Motta,
Advogado e Produtor Rural


Enviado por webmaster em 21/07/2010 15:09:45 (16 leituras)


No próximo dia 28 de agosto até 5 de setembro, vamos ter mais uma edição da mais importante Exposição Feira da América Latina, para orgulho de todos nós a Expointer 2010. É uma mostra que originariamente celebrava a pecuária, especialmente os ovinos e bovinos de corte, mas que veio ao longo do tempo se ampliando e qualificando. A comercialização e exposição de máquinas, crucial para a agricultura, tomou proporções impressionantes, espaços privilegiados para todas as inovações, avanços tecnológicos e alternativas que passam atender as diferentes demandas dos produtores. Crédito e financiamento expressivo para o custeio e aumento da produtividade nas safras. Impressionante também foi o avanço na participação do cavalo, de todas as raças, mas em particular o Freio de Ouro que valoriza o Cavalo Crioulo atraindo multidões para o Parque. É uma grande festa e um estímulo para o comércio, que deste o primeiro dia da Exposição se consolida através de leilões tradicionais e eletrônicos, especialmente pela revolucionária inovação via televisão, através do consagrado Canal Rural. É o comércio de animais se ampliando e valorizando a produção. É de saudar igualmente a diversificação de animais expostos, bem como a gama de produtos oferecidos pela agricultura familiar, que amplia a participação na Feira e qualifica o conceito de cadeia, aproximando o produtor do consumidor. Todo este contexto passa pela avaliação permanente dos técnicos e público. Os julgamentos e enquetes que escolhem os campeões. Ser escolhido campeão de uma raça é garantia de que aquela genética vai ter valorização econômica e a preferência dos demais empreendedores. É mais do que uma medalha é uma certificação. Como se não bastasse toda esta realidade, o conteúdo do debate na Expointer vem crescendo ano a ano. São temas institucionais, políticos, sociais e tecnológicos que são aprofundados através de palestras por personalidades locais e do mundo inteiro reunindo milhares de interessados. Com efeito, praticamente todos os segmentos do agronegócio realizam os seus encontros e seminários, procurando aperfeiçoar e qualificar a atividade. Normalmente lideranças de todos os setores, políticos e a comunicação tem um papel transcendente para que a Expointer alcance a dimensão que lhe é reservada. Grande protagonismo, expressivo comércio, celebração e presença do público, que consagram os valores e referências de produção que são tão caros para o nosso Estado. Desta maneira, quando se aproxima a Expointer 2010, devemos mais uma vez saudar o interesse, o incremento na participação de produtores e a inscrição de animais, mas acima de tudo o significado para todos nós deste grande evento, que é referência para a nossa gente e para o Rio Grande. Será a primeira vez nestes últimos anos que participarei da Feira como mero expectador e ativista. Vou estar lá todos os dias, com meu entusiasmo, participando ao máximo de toda a programação na certeza de que teremos mais uma grande Feira. Nossos votos de muitas realizações para a nossa produção. Para o ativo mais importante do nosso Estado que é ser produtor de comida, valor indispensável na atualidade global e que para a nossa alegria é o que sabemos fazer muito bem. Que a política pública venha ao encontro da Feira, e contribua efetivamente para que a Expointer 2010 seja a melhor de todos os tempos.


Afonso Motta
Advogado e Produtor Rural


Enviado por webmaster em 08/07/2010 09:01:39 (15 leituras)


Os Estados Unidos começam a implementar seu modelo de reforma financeira, para minimizar os riscos de ocorrer uma nova crise bancária como a que ocorreu recentemente. Da mesma forma, o G-20, grupo dos países desenvolvidos e o Comitê de supervisão bancária dos Bancos Centrais estabeleceram que os bancos deverão ter mais controle. A reforma que está sendo construída passa a ter três pilares principais, maior transparência na atividade bancária, elevação da capitalização e reservas das instituições e critérios adicionais para estabelecer a participação dos profissionais nos resultados. Estas providencias necessitam estar ajustadas ao propósito maior de fortalecer e recuperar a economia mundial, criando as bases para um crescimento duradouro com menores riscos. No mesmo contexto, existe a cogitação de criar um mecanismo de proteção, chamado provisoriamente de "taxa de risco" para formar um fundo que emergencialmente, passa a socorrer os bancos. Entretanto, este posicionamento não é visto como benéfico apenas onerando os emergentes. Dificilmente será viabilizada a sua implementação. Na verdade o movimento Americano bem como o que vem acontecendo em outros países, terão muita influência sobre as normas globais futuras de regulação financeira. Além destas medidas que dizem respeito ao funcionamento dos bancos propriamente ditos, também está sendo construído em amplo espaço para que os investidores e correntistas prejudicados processem os bancos com mais celeridade. Toda esta construção acontece após uma severa crise que vitimou pessoas, com a falência de empresas e segmentos econômicos inteiros e decretou a quebra ou incorporação pelo Estado de diversos bancos no mundo. Até o presente momento a esperada regulamentação não foi iniciada porque os problemas gerados pela crise tiveram tão grande dimensão que as autoridades vinham se limitando a resolvê-los pela intervenção dos governos e socorro internacional. Agora, se busca um novo caminho pela regulamentação. Já vai longe o tempo em que se discutia a dinâmica do capital na perspectiva da dominação e controle total por parte do Estado. Depois de uma forte onda de liberalismo em que o mercado era o "senhor absoluto" estamos diante de um novo debate. O capital continua móvel e tem de ir na busca da melhor remuneração. Entretanto seu movimento e grau de recompensa precisam ter determinados limites para não comprometer toda a atividade econômica. Ademais esta atividade que tem na sua natureza a especulação tem de ser emuladora de questões essenciais para a sociedade como o desenvolvimento e a responsabilidade social. O capital destinado ao estímulo do desenvolvimento precisa ter prazo mais longo, compatível com o projeto a que se destina e custos menores em comparação com o capital para giro ou especulações. Já o capital para a responsabilidade social precisa ser estimulado, compensado e muitas vezes ter um custo mínimo e até a "fundo perdido". A dimensão portanto não se restringe tão somente a regular as atividades financeiras e bancárias, mas a toda a regulação do capital, já que seria impensável criar um sistema de controle que limitasse o crédito, especialmente para os fins de desenvolvimento e de responsabilidade social. Muito embora os especialistas venham afirmando que o capitalismo não consegue evitar crises cíclicas e muito importante tentar prevenir e estabelecer regulamentos como os que estamos a referir. No fundo, estamos também estabelecendo regras e limites para os Estados que invariavelmente nestas ocasiões emitem dinheiro para socorrer o sistema, como aconteceu anteriormente. A discussão passa também por saber até onde o Estado pode ir. Qual o interesse público que está a defender e quando inverte capital em uma instituição financeira em dificuldade. É sabido da dificuldade de passar para a população a compreensão de um tema tão complexo e árido como o que trata da regulação bancária no mundo. Talvez se possa dizer que as conseqüências afetam diretamente os cidadãos apesar de pouco perceptível. Geram desequilíbrio nas contas do governo, inflação e especialmente prejuízos para os próprios poupadores e aposentados. Portanto é bom procurar alcançar esta compreensão e saber que o tema é do interesse da sociedade.



Afonso Motta,
Advogado e Produtor Rural


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