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Enviado por webmaster em 23/10/2009 10:26:32 (103 leituras)



Márcio Biolchi *

Há um ano escrevi sobre a importância da inovação tecnológica, uma área em franco crescimento na indústria gaúcha. Seguindo as diretrizes do programa Estruturante Mais Trabalho Mais Futuro, além de focarem o desenvolvimento em setores produtores de futuro e promover a inovação, apontam a modernização da produção tradicional como alternativa para conquistar novos mercados.

Na feira de Anuga 2009 - Mercado Mundial de Alimentação que se realiza na Alemanha, o Rio Grande do Sul colhe os resultados da política econômica definida pelo governo do Estado no campo da inovação. Sete vinhos brasileiros ganharam medalhas no concurso oficial da Anuga, concorrendo com 220 vinhos de 12 países. As vinícolas gaúchas, Boscato, Casa Valduga, Miolo e Salton, que ocuparam o estande coletivo de 75,75 m2 apoiadas pela Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (SEDAI), retornam com o prêmio obtido na avaliação liderada por um master of wine alemão o selo de reconhecimento da qualidade, graças às inovações implementadas em seus produtos.

O suporte do Estado, através do programa de Apóio à Participação em Feiras da SEDAI, juntamente com o Instituto Brasileiro do Vinho, investiu R$ 50 mil na locação da área que oportunizou para as empresas gaúchas exporem seus produtos. Ao longo do tempo, inúmeras empresas gaúchas têm recebido apoio para estar em ANUGA. Em 2001, o estande coletivo do Rio Grande do Sul abrigou duas empresas. Em 2005, foram 36 empresas. Em 2007 o estande coletivo contou com a presença de 10 empresas e nesta edição, de 2009, nove empresas levaram produtos à Alemanha e retornam credenciadas a competirem no mercado mundial de alimentos e bebidas. Representantes da SEDAI em ANUGA adiantam que além de abrir contato com clientes de Gana, na África, a Letônia e a Suécia importarão vinhos e espumantes do Rio Grande do Sul.

Ainda em outubro a Sedai estará presente em Israel onde irá cumprir uma agenda de contatos e negociações na área de atração de investimentos em tecnologia da informação, tecnologia de alimentos, biomedicina e fármacos tudo com vistas a capacitar o parque fabril gaúcho para o mercado potencial que estará logo aí, na frente.


* Secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais


Enviado por webmaster em 17/09/2009 16:00:10 (104 leituras)

Márcio Biolchi*
Na vida pública, aprendemos, concordamos e discordamos em relação a diversos aspectos da política. Esta caminhada não é programada, mas se constrói ao longo do percurso. Infelizmente, os jovens brasileiros não enxergam a política naturalmente e sem preconceitos. Sua descrença ainda pode ser transformada por não serem tão calejados. Eles terão o ônus e o bônus de serem governantes ou governados. A sociedade deve estimular o gosto dos jovens pela política para que não amadureçam alienados às discussões. Ninguém tem o direito de se pôr à margem desse processo, nem de duvidar de seu poder de decisão.

Como se sabe, eleições não dependem apenas da competência do candidato. São diversas as razões que influenciam na decisão do voto. Cabe a nós indicar representantes, fiscalizar e buscar prestação de contas sobre todas as ações do mandato. A atitude de ficar à margem desse processo levou o general grego Péricles (495-429 a.C) a classificar como idiotas (idios) os cidadãos que não se envolviam com questões do país. Sabemos que o Brasil é uma terra das mais promissoras, mas que demora a engrenar. Os anos passam e ainda resta muita vergonha por tudo aquilo que ainda não foi resolvido. Cobramos todos os dias uma grandeza de nossa nação, com inclusão, justiça e igualdade, só que a necessária mudança depende dos jovens em relação a esse contexto, com maior consciência sobre o papel de cada um em relação a tudo que assistimos pasmos sem fazer nada.

A Holanda, onde o Rio Grande do Sul busca apoio tecnológico, tem o tamanho sete vezes menor que nosso Estado. Um país que detém mais da metade da exportação de toda a Comunidade Européia tinha, no passado, apenas um terço do tamanho atual. Uma potência que teve suas terras construídas artificialmente sobre o mar nos serve de exemplo da capacidade de um povo para transformar sua realidade. A participação coletiva e a força de vontade levou os holandeses à superação. Lá, crianças aprendem desde cedo a importância e as bases de sua economia, sem que seus jovens e adultos esperem apenas pela realização de promessas vazias feitas durante o período eleitoral.

O Brasil tem tudo para ser o país do futuro. Tem clima, riquezas naturais e grande potencial humano. O papel da política nisso tudo é organizar e fazer com que todos trilhem o mesmo caminho. Os futuros homens públicos devem ter bases sólidas, construídas em cima de retidão e sem preconceitos. A política, assim como a livre expressão, é direito conquistado após muita luta. Não podemos fugir das responsabilidades, nem manter a descrença sem agir em contrário, seja no voto ou na cobrança. Esta é a mentalidade a ser impressa na juventude brasileira. Seu maior interesse e participação podem trazer de volta a crença no poder público. A vida pública não é uma carreira ou profissão, mas a possibilidade de pessoas de bem, com boas intenções, contribuírem para um futuro melhor. Os jovens de hoje estarão no poder amanhã e teremos grandes feitos quando a cultura da participação política for alcançada.

*Secretário estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais


Enviado por webmaster em 17/09/2009 15:58:35 (92 leituras)

Deputado Márcio Biolchi *

O capital nunca observou fronteiras. Quando a indústria incentivou o ciclo da borracha, o Brasil teve uma importância efêmera que na seqüência transferiu-se para outras paragens, deixando imenso contingente de homens e mulheres perdidos na Amazônia brasileira. Precisamos estar atentos a essa realidade. A recente crise das hipotecas nos Estados Unidos teve efeito devastador na economia mundial.

Nós, no Rio Grande do Sul, estamos permanentemente disputando investimentos capazes de criar postos de trabalho e gerar renda interna com produção voltada ao mercado interno e externo. A China, que abriga ¼ da população mundial, concorre conosco os mesmos investimentos. Seu conhecido custo interno da mão de obra vem contribuindo para decisões de negócios que não são favoráveis a nós.

Atualmente, um novo debate se instalou no Brasil – A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/1995 que pretende reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas semanais para 40 e suas implicações. Seus defensores estimam que a redução da jornada de trabalho resulte na criação de dois a três milhões de novos empregos, quase que exclusivamente na substituição de operadores de equipamentos nas linhas de produção.
Por outro lado, o setor da indústria despreza essa alternativa por significar aumento nos custos de produção, diminuição do mercado de consumo e aumento na informalidade.

O prioritário nesta discussão é avaliar o equilíbrio entre geração de emprego e aplicação de novas tecnologias. Ao inovar linhas de fabricação ou montagem de um produto, a empresa prioriza a tecnologia e o trabalhador que irá operar o sistema necessita de capacitação. Este deve ser o foco uma vez que a relação de trabalho é parte da busca do desenvolvimento da sociedade, independente do porte da empresa e do segmento de mercado em que opera. O que precisamos eliminar é a informalidade que contribui para as mazelas que tanto nos preocupam, além de propiciar novas oportunidades de forma tangível. Criar formas palpáveis para a absorção de mulheres e homens ansiosos por uma oportunidade de trabalho sem propostas superficiais que irão se perder em pouco tempo.

* Secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do RS


Leonardo Nunes
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