A cidade de Alegrete possui um valor inestimável
de homens que, em determinadas áreas profissionais, conseguiram
ser "experts" naquilo que fazem.
A Medicina, durante o século XX, gozou dessa prerrogativa, pois
determinados estudiosos, em larga escala, alcançaram o sucesso
seguro em seus empreendimentos.
O Médico exerce uma profissão onde não
só é importante a capacidade técnica, como também
a flexibilidade do coração generoso.
No ano de 1915, um grupo de médicos estava insatisfeito com a profusão
de "doutores" estrangeiros e brasileiros que aqui chegavam clinicando,
sem que houvesse nenhuma condição legal para exercer a profissão.
Assim, foi criada a Liga Médica a 25 de
fevereiro do mesmo ano, que gozou da visão competente
dos profissionais Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da Silva
Lisboa, Dr. Juvenal Saldanha, Dr. Severino Sá Britto, Dr. João
Cardoso de Menezes e o Dr. Sylla Teixeira da Silva (por procuração).
Esse foi o grito de organização da classe que tantos serviços
prestou ao povo em toda a sua história.
Mas a coisa não ficou por menos. Alguns ainda continuavam a cometer
a falta de diplomação e outros tinham dificuldades em fazer
uma atualização, por não acompanharem os avanços
acontecidos na Europa e na América. Para resolver definitivamente
o fato, 01 de setembro de 1926, um grupo de médicos
fundou a Sociedade de Medicina de Alegrete, pois entenderam
que a classe médica só iria realmente se organizar, se estivesse
legalmente constituída, tanto no Município quanto no Estado,
quiçá, nacionalmente. Os primeiros participantes foram os
seguintes:
Dr. Alexandre da Silva Lisboa - Presidente
Dr. Juvenal Santos - Tesoureiro
Dr. Celestino de Moura Prunes - Secretário
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Corrêa Mayer
Dr. Salathiel dos Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Mário de Assis Brasil
Pela plêiade de mestres famosos,
se pode inferir o resultado prático de suas ações,
durante as suas longas carreiras, pois essa visão vanguardista
deu condições de prestarem serviços inestimáveis
ao Estado e à Classe Médica. Muitos foram professores, reitores
de universidades, cientistas e famosos médicos que até hoje
são tidos como referenciais na medicina brasileira.
No século XIX, o médico, o padre e o delegado representavam
a lei e a ordem que levavam à organização da comunidade.
O médico cuidava a saúde, o padre cuidava a alma, o delegado
cuidava da segurança.
Com toda essa dotação vital que a profissão delega,
alguns médicos foram bem mais além de sua obrigação.
Em vez de se tornarem ricos e poderosos, tornaram-se opulentos em afeto
e em grandezas, pois conseguiram ser membros de várias famílias
onde davam a palavra final, quando se tratava de saúde e de conselhos.
Foram homens que exerceram a famosa medicina caseira. Podemos citar, mais
atualmente, o Dr. Jarbas Aurélio, o Dr. Jesus Pinheiro Rodeiro,
o Dr. Rui Barbosa da Silveira, o Dr. Rui dos Santos Lisboa, o Dr. Euclides
dos Santos Lisboa, o Dr. Milton Monteiro, o Dr. Domingos Cunha, o Dr.
Lincoln Abreu Pithan, o Dr. Brenno Silveira, o Dr. Arthur Dariano e muitos
outros que abrilhantaram a profissão através de seu escopo
superior.
Dizem que "o creme de la creme" de algo, está na raridade
e no sabor do que se degusta. Assim, se pode, em nome de todos os médicos,
citar três homens que honram a profunda medicina exercida por seus
corações: Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da
Silva Lisboa e Dr. Romário Araújo de Oliveira. Serão
pessoas que jamais a comunidade vai esquecer, pois só o tempo soterra
os poderosos e enaltece os heróis. Por isso, não foram esquecidos.
Quando se comemora os 80 Anos da Associação
Médica de Alegrete, onde se coloca como a mais antiga do Estado,
é necessário que se lembre da feliz iniciativa que se fez
ouvir a 91 anos atrás com a famosa Liga Médica.
Desta forma, só se pode felicitar a classe Médica que cooperou
com o progresso da comunidade alegretense, muitas vezes sem medir esforços
dentro da profissão que se propôs.
Jan-1901 - Saúde Pública
- Com a melhora das verbas, a Intendência pode contratar
um médico e ministrar socorros à pobreza. O médico
era o Dr. Belmiro Gonçalves da Silva.
31-Mai-1903 - Saúde Pública
- Relatório do Dr. Severino Sá Brito, dirigido
ao Coronel Freitas Valle Filho sobre as condições em que
se acha Alegrete: "O Alegrete se estende em uma coxilha salubre colocada
entre o vale de um rio e o de uma restinga, com declive suficiente para
correrem as águas, a cidade bem ventilada muita espaço entre
as casas, estas geralmente em boas condições de higiene.
O sub-solo é pouco permeável, por isso mesmo há muita
umidade depois das grandes chuvas, o que torna muitas casas pequenas,
velhas e mal ventiladas, temporariamente, insalubres. Além disso,
no verão, depois das grandes enchentes que deixam lixo e lama nas
margens e, em seguida, vindo dias de calor com sol abrasador, desenvolve-se
uma pequena epidemia de febres dos pântanos. E essa mesmo é
limitada às proximidades dos focos paludosos. As moléstias
transmissíveis que nos visitam tem sido: o sarampo, a coqueluche,
o crupe, a febre tifóide. Penso que a causa de sua permanência
entre nós é:
1º a residia (preguiça) de uns e a ignorância de outros;
2º a defeituosa construção com falta de higiene, de
grande parte das casas pobres.
Vejamos as enfermidades citadas:
Sarampo - O sarampo, de anos em anos, nos visita, a última epidemia
foi trazida em fins de 1901 de Uruguaiana e aqui grassou fortemente em
1902, fazendo mais de 60 vítimas em mãos de curandeiros.
O povo ignora que tal moléstia é mais contagiosa do que
pensa. O isolamento do doente e o afastamento das outras crianças
não se faziam ou eram imperfeitamente seguidas; mesmo porque a
maioria do povo entende que esse tributo ao sarampo é infalível.
Coqueluche - A coqueluche, pior um pouco, não
sendo de conseqüências más imediatas, foi mais descurada.
Crianças que tratei que foram vítimas de um beijo inocente
de outras.
Crupe (difteria) - O crupe, sempre esporádico
nesta cidade, nunca de caráter epidêmico, irrompe na casa
do rico ou no casebre do pobre, aonde existe higiene e aonde de todo ela
falta.Faz uma ou duas vítimas ao norte e desaparece para um mês
ou dois depois fazer o mesmo ao sul. Contudo, dá preferência
aos lugares baixos e úmidos; aos meios pobres, onde a nutrição
é deficiente e o asseio menos cuidado; procura suas vítimas
entre as crianças fracas, linfáticas, achacadas da garganta;
e desenvolve-se por um trabalho espontâneo do organismo na criança
que tem uma predisposição particular (Jaccoud). Moléstia
muito assustadora torna fácil aos médicos cumprirem o dever
do isolamento. Extremamente inoculável (até em animais),
ela tem feito um grande número de vítimas entre os médicos
que, por ocasião de um curativo ou operação, inoculam-se
em uma ferida ou mucosa. O contágio é facílimo pela
aproximação de uma criança à outra (e freqüente
num beijo antes de declarada a natureza da moléstia), o adolescente
também está sujeito a adquiri-la, só o adulto dificilmente
é contaminado. Também se transmite pelo ar do aposento onde
está o dentinho, mas é preciso demorar-se nele um pouco
para absorver certa dose ou ficar suficientemente impregnado do vírus
volátil. O aposento desocupado por um doente, pode ficar com as
paredes e os móveis muito impregnados, de sorte que para uma criança
dormir nele isenta de todo o perigo, é preciso, ou lavar o assoalho,
caiar paredes e friccionar os móveis, ou deixá-lo por dois
meses diariamente aberto para completa expurgação do mal.
Até hoje não se conhecem fatos de um móvel ou roupa
de uma visita ir impregnar suficientemente outra criança, isto
é, transmitir-lhe o mal. Assim como não há um fato
bem averiguado de transmissão pelos carros de praça (L.
Poincaré). Ao passo que o cadaverzinho sempre pronto a inocular
o mal é perigosíssimo numa autópsia; e até
quatro anos depois ao retirarem-se os ossos ainda conserva vivo esse triste
poder infanticida. Um quarto que se conservasse fechado, antes e após
a retirada do morto, seria igualmente transmissor do mal até muitos
meses depois.
Febre Tifóide - A febre tifóide que se
desenvolve espontaneamente, pela predisposição individual,
pela ingestão de alimento, de certo modo deteriorado, pelas condições
do meio em que vivem indivíduos aglomerados. Este ano ela manifestou-se
em Alegrete devido às frutas mal sazonadas (melancias, melões,
etc), pelo verão chuvoso que tivemos. Por isso, ela apareceu simultaneamente
em diversos pontas da cidade e da campanha, mas só formou residência
fixa em certas e determinadas casas. Estas são dotadas das seguintes
condições excelentes para o seu agasalho e desenvolvimento.
Pequenas para o número de pessoas da família, baixas e bem
forradas quase sempre fechadas pelo mau tempo, são muito mal ventiladas;
dormem fechadas, donde há pouca cubação de ar à
noite; assoalho sobre o chão com as continuadas chuvas há
grandes unidades, daí o aumento das fermentações
e da receptividade das pessoas. Como conseqüência, acontece
que somente os desta casa pagam tributo à moléstia, enquanto
os estranhos que vêm ajudar são poupados. Tal foi o que se
deu. Também cooperam muito para a febre tifóide os estábulos,
pois o esterco e mais detritos das vacas favorecem, de um modo especial,
a sua aparição e desenvolvimento. E, segundo alguns observadores,
o leite adquire a propriedade de transmitir a moléstia demorando-se
no aposento do enfermo; donde o perigo quando há um tífico
em casa de um fornecedor de leite menos cuidadoso. Em épocas atrasadas
dos povos e da higiene, o meio propagador, por excelência da epidemia,
era o uso para alimentos da água do rio onde se lavavam as roupas
com fezes dos tíficos. Não termino, sem afirmar com todos
os higienistas, a febre tifóide é fracamente contagio. Pelo
que fica exposto, sou de opinião que a Intendência de Alegrete
não deve tomar medidas rigorosas de higiene, quer agressiva, quer
defensiva. Entretanto, com relação às crianças
deve fazer uma lei proibitiva com multas para as que acompanharem enterros
de moléstias contagiosas. Desta sorte, o elemento frágil
e predisposto fica protegido, acabando-se com uma usança antiquária
e insensata.
12-Mar-1905 - Dentista -
O nosso amigo, Dr. Campos Velho, cirurgião dentista, praticou,
na última semana, uma delicada operação no maxilar
inferior de uma senhorita de nossa sociedade. "Consistiu essa operação
na avulsão do primeiro grosso molar inferior direito e extração
de um seqüestro que aí se achava invaginado."
1906 - Medicina - Aconteceu
em Alegrete a primeira cirurgia, de apendicectomia, realizada pelo Dr.
Vicente Maia (de Uruguaiana), tendo como auxiliar o Dr. Alpheu Bicca de
Medeiros, cloroformização o Dr. Geraldo de Farias e também
presente o Dr. Alexandre Lisboa e o Dr. Tito Marengo.
1906 - Medicina - O Dr.
Alexandre da Silva Lisboa e o Dr. Severino Sá Brito participam
da 6º Sessão do Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia
em São Paulo.
1906 - Medicina - Instala-se
em Alegrete o Dr. Vitor de Brito, por um curto período, o mesmo
aconteceu com o Professor de Medicina Fernando Abott, convidado para várias
juntas que debatiam os difíceis diagnósticos da época.
1906 - Medicina - Constituiu-se,
na Santa Casa de Caridade, uma secção especial para atendimento
de tuberculosos. Nesta época a Santa Casa situava-se no outro extremo
da Rua General Sampaio, com fundos para o Rio Ibirapuitã.
01-Fev-1907 - Dr. João
Palombini - médico operador e parteiro. Diplomado em Roma,
recomendado especial do governo de Itália, com atestados honoríficos
das clínicas de Roma. Atende a qualquer hora na cidade e para campanha.
Rua General Sampaio, 23.
A convite deste cavalheiro, visitamos a casa onde reside, e encontramos
lá também o Dr. Tito Marengo e José Corsi. Em primeiro
lugar o Dr. Pallombini nos conduziu ao seu gabinete que continha um verdadeiro
arsenal de instrumentos cirúrgicos e de máquinas aperfeiçoadas,
tudo colocado destro de um esplêndido armário de cristal.
Desde a mesa de operações até o lavatório
automático moderníssimo, tudo ali se encontra.
Em seguida, passamos a um outro gabinete, surpreendendo-nos, admirados
do que víamos, a mesma impressão recebendo outros visitantes.
Não era aquilo uma sala vulgar e sim um museu de História
Natural. A fauna a mineralogia rio-grandese ali está, em pedras
peles e animais dissecados. Desde o enorme tigre lanhado, até o
pequeno bugio; desde a ave pernalta até o pintassilgo. De tido
se vê um representante, qual mais esquisito, qual mais raro.
Noutra sala contígua vêem-se muitas peles e variados objetos
raros como: arcos e flechas de índios, de diversos feitios; chapéus
e tangas de Botocudos, boleadeiras, cordas, guampas, um sem número
de objetos preciosos. Existe uma riquíssima coleção
de pedras finas e estranhas.
20-Set-1907 - Sociedade Italiana
- O Edifício da Sociedade Unione Italiana foi inaugurado.
Esta sociedade beneficente foi fundada para mútuo socorro dos filhos
da bela Itália, estabelecidos neste município, embora conte
com vários sócios honorários de outras nacionalidades.
Médicos Italianos
Dr. Tito Marengo
Dr. Pedro Pitella
18-Set-1908 - Medicina -
O Dr. José Von Bassewitz, residente em Alegrete, é médico
do Caty. Praticou, nas enfermarias da Santa Casa, as seguintes operações,
todas com bom resultado. Foi auxiliado pelo Dr. Irineu de Sá Brito
e Dr. Honorino de Oliveira.
- Olegário Alves da Silva, operado de hidrotórax, pelo processo
da Toracotomia.
- Norberto de Vasconcellos, operado de uma dacriociste supura desta, com
obstrução do canal lacrimal nasal. Curado.
- Hipolita Rodrigues, operada de um abscesso do periosto de crânio.
Curada.
19-Mar-1911- Medicina -
O Dr. Urbano Garcia, médico desta cidade, atesta que usa Eczematina
em sua clínica, com muito bom resultado nas afecções
da pele, como eczemas, herpes.
17-Set-1911 – Consultório
Médico da Farmácia Popular - Rua dos Andradas,
esquina da Rua Vasco Alves. Médicos atendentes: Dr. Alexandre Lisboa,
Dr. Veiga Lima, Dr. Juvenal Saldanha, Dr. Sylla Teixeira.
01-Out-1911 - Homenagem -
O Dr. Alpheu Bicca de Medeiros recebe dos amigos um carro Humber que seria
um dos primeiros 5 veículos motorizados da cidade. O recebimento
de tal presente já mostra a gratidão e o apreço que
gozavam determinados médicos. O Dr. Alexandre Lisboa, ao longo
se sua vida, ganha três carros da população; O Dr.
Emílio Zuñeda e o Dr. Romário Oliveira cada um recebe
um carro do povo de Alegrete.
02-Abr-1915 - Medicina - O Dr. Antônio
Saint Pastous retorna a Alegrete, como médico formado e laureado,
em 1914, recebendo da comunidade, de seus amigos e conterrâneos.
Este valoroso médico e cientista alegretense, além de ser
um precursor de vários estudos, teve o alcance ser o mecenas, ao
custear os estudos, do valoroso e inigualável médico Dr.
Romário Araújo de Oliveira. Neste dia, começou a
clinicar em Alegrete.
24-Abr-1915 - Medicina -
O Dr.Alpheu Bicca de Medeiros participa do 1º Congresso Médico,
representando Alegrete.
04-Out-1916 - Dr. Veiga Lima -
Consultas na Farmácia Popular. Residência, na Rua
Vasco Alves. Clínica Geral, especialmente moléstias de crianças
e dos aparelhos bronco-pulmonar e grastro-intestinal. Tratamento garantido
da blenorragia (gonorréia) aguda ou crônica pela Rhéantina,
do Professor Lumière e pelo Pagéol Duménil. Tratamento
para as moléstias nervosas. Grátis aos pobres.
25-Out-1916 - Dr. Sergio Saboya
- Chegou o Dr. Sergio Saboya que fará uma permanência
de 15 dias, sendo oculista e especialista em tratamento do ouvido, nariz
e garganta e sífilis. Está dando consultas na Farmácia
Popular.
05-Mai-1917 - Medicina -
Dr. Luiz Falcão. Acha-se entre nós, desde segunda-feira,
o nosso jovem patrício Dr. Luiz Falcão, diplomado há
pouco mais de um ano na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. O apreciável
médico pensa em exercer a clínica em uma localidade do interior
da fronteira e possivelmente nesta cidade.
26-Mai-1917 - Medicina -
O Dr. Alpheu Bicca de Medeiros conseguiu curso especial com o notável
Professor Pasqualis, o substituto de Gosset, reputado o mais hábil
cirurgião da França. Além dos cursos de cirurgia
geral, cirurgia especial do abdômen, das vias urinárias,
de ginecologia, de partos, de aparelhos (tratamento cirúrgico das
fraturas e deformações ósseas). Realizou também
um curso completo de radiologia com o mais acatado radiologista de Paris,
o Professor Maingot.
11-Jul-1917 - Medicina - Clínica
Cirúrgica do Dr. Barros Coelho. Curriculum: ex-externo do Professor
Marcos Cavalcanti, Rio de Janeiro; ex-interno dos Hospitais Lariboisieres
e St. Louis, de Paris, serviços dos Professores Rieffel, Marion
e Richelot e dos Doutores Beurnier, Richelot e Boissard; ex-interno e
cirurgião do Hospital Auxiliere 44, de Saint Cloud; ex-cirurgião
do Hospital Lauriston de Paris. Consultas na Farmácia Ribeiro e
Popular. Atende chamados fora de Alegrete.
Dr. Mário de Assis Brasil
- Consultório na Farmácia Popular. Residência
na Rua dos Andradas. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Tem prática no Hospital de Misericórdia, Hospital São
Azacarias e Maternidade do Rio de Janeiro.
Th. de Campos Velho - Cirurgião Dentista. Gabinete
na Rua Barão do C.erro Largo
Dr. Severino Ribeiro - Médico parteiro
Clínica Geral -
Rua General Sampaio, 85. Dispõe de parteira experimentada, para
o tratamento das senhoras, facilitando as inspeções e curativos.
07-Abr-1918 - Dr. Tito Marengo
- Clínico Geral. Rua General Sampaio, 85. Especialidade,
moléstias crônicas, do estômago, intestino, fígado,
rins, coração, sífilis. Moléstia de senhoras,
útero e anexos. Note bem: para tratamento das senhoras, a clínica
dispõe de uma parteira experiente que facilitava
as inspeções e curativos.
13-Mar-1918 - Julio Valente - Ingerindo
estriquinina e apunhalando-se, pôs termo a existência, há
pouco, em Porto Alegre, Julio Valente, que aqui residiu por muito tempo,
sendo proprietário de uma farmácia na Praça General
Osório. Ultimamente exercia a profissão de médico
licenciado. Segundo jornais de Porto Alegre, era sempre desprendido de
interesses, nunca conseguindo reunir o necessário para viver folgadamente,
conseguiu reunir o necessário para viver folgadamente e entrou
em sério desgosto pela vida, tendo, várias vezes tentadas
contra a existência, até que levou definitivamente o tresloucado
fim. Era casado com Dona Afra Machado Valente, filha da Viúva Zulmira
Machado, residente em Alegrete. Do casal ficou um filho com poucos anos
de idade.
25-Set-1918 - Dr. Sylla Teixeira
da Silva - Corre desde ontem na cidade a dolorosa noticia de
ter falecido a bordo em viagem para França, o nosso distinto conterrâneo
e estimado clínico Tenente Dr. Sylla Teixeira da Silva que fazia
parte da missão médica brasileira que vai prestar serviços
à causa dos aliados. Essa notícia brusca e tristíssima,
embora carecendo ainda de confirmação oficial causou entre
nós a maior e a mais profunda das emoções pois o
Dr. Sylla era cercado da estima dos seus conterrâneos que admiravam
as suas brilhantes qualidades de caráter e inteligência.
Assim que a noticia se espalhou na cidade, várias foram às
manifestações de vivo pesar que surgiram espontâneas
e sinceras. A "Farmácia Popular" do farmacêutico
Péricles Silveira cerrou a sua portas e o cinema “Treze de
Maio” suspenderam o seu espetáculo em sinal de pesar. Se,
infelizmente, for confirmada a triste noticia a "Gazeta" rendera
então a sua homenagem ao prezado conterrâneo, ao distinto
clínico cujo exaltado patriotismo fez com que ele cheio de vontade
e cheio de orgulho, abandonasse a paz e o conforto para seguir em demanda
dos campos ensangüentados da Europa.
07-Dez-1918 - Construção
de Um Hospital - O Dr. João Benício da Silva, Intendente
Municipal, acentuou no ofício que dirigiu ao Dr. Alexandre Lisboa,
Presidente do Comitê Cruz Branca, que fundaria o hospital para gripados,
em atenção ao pedido, feito por eles pessoalmente, dos Senhores
Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle. A verdade, entretanto, é
que a pedido dos dois distintos moços não endereçaram
eles, em pessoa, ao Sr. Intendente, mas por intermédio do jornal
A Palavra.
O Intendente faz questão de que se saiba que A Palavra, baldadamente,
lhe endereçará reclamações, por mais justas
que sejam, ou solicitará alguma medida, embora dela resultem copiosas
vantagens para os munícipes. Mas, permita-nos, Sr Intendente, que
perguntemos: não teria ele apresentado uma demonstração
de nobreza de sentimentos confessado que criaria o hospital, à
vista do pedido formulado pela nossa folha, em nome dos Srs. Oswaldo Dornelles
e Jacques Freitas Valle? Preferiu ele alvejar-nos, com uma perfídia,
a ter esse nobilitaste procedimento. Quis revelar a ira que o envenena,
derivada de nossa crítica, calma e justiceira, aos desacertos por
ele praticados como Intendente.
Não nos abespinhou a adulteração da verdade, perpetrada
pelo Intendente, no seu ofício ao Dr. Alexandre Lisboa. Diga o
Dr. João Benício o que quiser, o público compreende
que se os Srs. Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle nele lhes houvessem
solicitado, pessoalmente, a criação do hospital, não
teriam vindo à nossa Redação rogar-nos que fossemos
Os intérpretes do seu desejo, junto ao Sr. Intendente.
A criação de um hospital e uma vitória dos Srs. Oswaldo
Dornelles e Jacques Freitas Valle, sobre a teimosia do Intendente, mas
é, também, uma vitória de A Palavra, porque tudo
disse à cerca do Hospital do Regalado, ficou integralmente confirmado
com a criação do novo hospital. Combatemos a fundação
do primeiro e propugnamos a criação do segundo. O primeiro
foi abandonado e o segundo foi instalado. Obtivemos, portanto, um triunfo.
07-Dez-1918 - Influenza Espanhola
- É a devastadora peste da guerra que, depois de assolar
os acampamentos das tropas beligerantes na Europa, transpôs os mares,
estendendo-se a todo o planeta. No Rio de Janeiro foi impossível
impedir a sua invasão e, dali, depois de produzir uma verdadeira
hecatombe, alastrou-se pelo interior e pelos portos marítimos>
Em nosso Estado, penetrou pela Viação Férrea, pela
Barra do Rio Grande e pelo Rio da Prata. Antes que a epidemia se alastrasse
por Alegrete, tratou-se de instalar um hospital para socorrer enfermos.
Não foi muito fácil a instalação do hospital,
pois os proprietários e os vizinhos se opõem à sua
instalação. Foi conseguida uma casa, situada fora da zona
urbana, além do Passo do Regalado, em lugar alto, com aberturas
a todos os ventos, no meio de um vasto terreno cercado, casa com capacidade
de 30 ou 40 leitos. Foi necessário desalojar o arrendatário,
indenizando-o em um ano do arrendamento e de plantações.
O Proprietário da chácara, Sérgio de Sá Dornelles,
cedeu-a de boa vontade, sem condições onerosas e ainda pôs
à disposição quatro vacas para suprimento do leite
ao Hospital.
Com grande dificuldade se lutou para prover o hospital do indispensável
mobiliário, pois era escassos o material na praça e a Viação
Férrea não podia proporcionar transporte.
Na obtenção de cobertas e donativos pecuniários o
hospital foi auxiliado por um grupo de senhoras das Associações
Religiosas: Confraria do Carmo, Apostolado da Oração
e Filhas de Maria, cujas representantes eram Dona Adelaide Reis
Leães, Lydia Alves, Otilia Fernandes, Bellinha Rocha, Deolinda
Wisintainer, Diva Alves e Maria da Conceição Noronha.
Os primeiros casos da gripe foram constatados no dia 26 de outubro de
1918, importados de Uruguaiana por pessoas que tinham ido a passeio ou
negócio. Em seguida outros casos se manifestaram trazidos de Porto
Alegre por colegiais que fugiam da peste na Capital. A pandemia atacou
primeiro a classe superior e depois a população pobre.
A 7 de novembro de 1918, se dividiu a cidade em seis
zonas, tomando cada médico a seu cargo uma zona e atendendo gratuitamente
aos doentes pobres e respectiva circunscrição. A Intendência
deu tratamento gratuito aos pobres hospitalizados e fornecia medicamentos
e dieta ao que fossem tratados em suas casas. As zonas:
1ª zona - o acadêmico Celestino de Moura Prunes
2ª zona - Dr. João Ayard
3ª zona - Dr. Titto Marengo
4ª zona - Dr. Alexandre Lisboa
5ª zona - Dr. Pedro Pitella
6ª zona - Dr. Severino Sá Brito e Dr. Mário Assis Brasil
As medidas profiláticas
foram:
* proceder na limpeza e desinfecção dos prédios e
quintais
* suspensão do funcionamento das escolas, teatros e casas de diversão
* proibida a aglomeração do povo na Viação
Férrea
* proibida a encomendação dos mortos infectados
* proibido o transporte de cadáveres à mão
* os empregados das estradas tiveram de limpar a cidade
* tabela com preços máximos para os alimentos, pois já
se especulavam.
Com o aumento da gripe, depois do Hospital
do Regalado, onde foram internados 32 doentes, vindo a falecer
6; no outro atendimento criado no prédio do Colégio
Elementar, foram, internados 34 e faleceu 1 doente, sendo atendidos
pelos médicos Dr. Alexandre Lisboa e Dr. João Ayard.
Houve também o atendimento dos homeopatas Capitão Sabino
Menna Barreto e Lydio Simões Peres de Ávila.
A Chamada Cruz Branca foi composta por um grupo de senhores para colher
donativos, que foram empregados da distribuição de dietas,
medicamentos e roupas, para os pobres.
Ao todo, na população de
15.000 habitantes, calcula-se que houve perda de cerca de 200 pessoas,
1,33%. Ficou como prejuízo o enorme número de operários
afastados do trabalho. Até o policiamento e os empregados da Intendência
foram acometidos. Na falta de polícia, o Comandante da 2ª
Brigada de Cavalaria, o Coronel Dr. Moreira Guimarães, auxiliou
com uma escolta do 17º Grupo de Artilharia, que fez guarda até
o restabelecimento de alguns praças da polícia.
Em Janeiro de 1919, foi considerada extinta na cidade a influenza espanhola,
sendo publicado o ato nº 121, de 4 de Janeiro que revogou as medidas
provisoriamente adotadas.
Vidas preciosas que vieram a falecer:
* Dr. Manoel Luiz Romero, Juiz da Comarca, a primeira vítima.
* Dr. Sylla Teixeira, sucumbiu na Europa
* Dr. Jorge da Silveira Pinto, falecido em Porto Alegre.
* Coronel Paulo Carus, Juiz do 2º Distrito.
* José Antunes Maciel, estimado comerciante.
* Marcelino Blanco e Senhora, do 3º Distrito
* Zeferino Nunes Sobrinho e Senhora, do 4º Distrito.
* Ottoni Villela, fazendeiro que faleceu em Porto Alegre.
* Dr. Pedro Pitella, médico sanitarista.
21-Jan-1920 - Dr. Colbert Perissé
- Está nesta cidade, em cuja Guarnição vem
servir o 2º Tenente Dr. Colbert, do Corpo de Saúde do Exército.
Ele é médico operador e parteiro, e especialista em doenças
de crianças. Oferece seus serviços na Farmácia Popular.
Set-1922- Medicina -
Acontece um fato realmente marcante, a criação do Instituto
de Radioscopia, Radiografia e Eletro-Fisioterapia com aparelhagem caríssima
vinda da Suécia. Este Instituto era dirigido pelo Dr. Antônio
Saint Pastous de Freitas.
22-Nov-1922 - Instituto de Radiologia
e Eletricidade Medica - Do Dr. Antonio Saint Pastous - Radioscopias
de pulmão, coração, aorta, esôfago, estômago
e intestinos. Radiografias instantâneas dos órgãos
toráxicos e abdominais. Radiografias de rim, ureteres e bexiga,
de vesícula biliar e apêndice, do esqueleto em geral. Localização
e extração de corpos estranhos á luz do Ecran radioscópico.
Radioterapia superficial. Termogênese, transtermia e termo-coagulação
pelas correntes de Alta Freqüência, no tratamento das moléstias
da pele, reumatismos, nevralgias, arteriosclerose, anemias, hemorróidas,
etc. Galvano-cauterização, massagens elétricas, correntes
galvânicas e farádica, endoscopias. Electrodiagnóstico
e electroterapia nas afecções do sistema nervoso, banhos
de luz no tratamento do reumatismo, resfriado e etc.
02-Jun-1926 - Ata da Segunda Sessão
Ordinária da Santa Casa de Caridade.
Aos dois dias do mês de Junho de mil novecentos e vinte três,
presentes o Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Provedor, Octacílio
Souza Lautert, Procurador, José da Silva Leal, Salustiano Ferreira
da Costa, Octacílio Campos, Braz Faraco, Carlos Mallmann, comigo,
Euclides Araújo, Escrivão, foi pelo mesmo Senhor Provedor
aberta a Sessão, tendo em seguida, explicado à Mesa que
na qualidade de Provedor, a pedido da Cruz Vermelha, admittiu neste estabelecimento,
doentes e feridos do Exército Libertador, porém, com o intuito
de admittir também os doentes do outro partido em lucta, caso fosse
pedido o auxílio da Santa Casa. O que para evitar seguir alguma
censura em torno de sua pessoa, por ser político, dirigiu-se à
referida Cruz Vermelha, pedindo-lhe que esta apresentasse à Mesa
uma proposta que consultasse aos interesses deste estabelecimento, o que
foi feito por meio da seguinte proposta, assignada pelo irmão Sr.
Dr. Severino Sá Brito.
A Cruz Vermelha Libertadora propõe-se a alugar as salas que estão
ocupadas pelos feridos, na Santa Casa de Caridade, mediante as seguintes
questões:
1) A Cruz Vermelha pagará à Caridade 10 mil réis
por dia, enquanto tiver doentes ali;
2) As despesas de alimentação, medicamentos e pessoal correm
por conta do arrendatário;
3) Terminada a actual campanha, a Cruz Vermelha fará a doação
à Santa Casa de Caridade de todos os utensílios e roupas
de sua propriedade.
A proposta acima foi por unanimidade aceita,
motivo pelo qual o irmão Provedor declarou que não se julgar
suspeito no assunto em referência.
Foi pelo Irmão Provedor declarado que, por meio da carta que dirigiu
a seu colega, Sr. Pavão Martins, offereceu este estabelecimento
aos doentes pertencentes às Forças do Governo, tudo imediatamente
providenciado para a aquisição de dez leitos, e a arrumação
de uma sala espacial para a admissão de gripados que constou que
deveriam recorrer ao auxílio deste estabelecimento, na tendo, entretanto,
sido ainda recorrido tal auxílio.
Pelo Irmão Braz Faraco foi declarado que tendo vindo a este estabelecimento
três senhores uruguaios, pedir para visitar os doentes, tendo sido
exceção da parte ocupada por feridos, por motivo de que
ali existiam alguns muito graves, aos quais o doutor assistente, Dr. Antônio
Saint Pastous de Freitas, havia recomendado todo o repouso, proibindo
ventos. E a vista disso, os senhores uruguaios recusaram-se a entrar,
alegrando que em outras partes, estabelecimentos congêneres, não
negarão a entrada a qualquer pessoa, retirando-se em seguida.
Encerrada a ata.
Atitude Meritória
A Revolução de 1923 foi
um dos maiores movimentos revolucionários do Rio Grande, que, de
uma forma ou de outra, levava cada cidadão a se posicionar contra
ou a favor da figura do Presidente do Estado, Borges de Madeiros. Os desmandos
e as trapaças afetaram profundamente a vida civil, tornando-se
o governo um joguete para que o Presidente se mantivesse no poder. Mesmo
assim, os cidadãos ou os profissionais que tinham escrúpulo
não se vendiam por conveniências. Um exemplo disso é
o do Dr. Alexandre Lisboa, chefe maragato, que, estando no cargo de Provedor
da Santa Casa, deixou a Provedoria, pois não poderia de forma alguma
interferir no direito das coisas. Exonerou-se do cargo até depois
de passada a revolução.
1923 - Médicos que se lutaram
ao lado dos revolucionários:
Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Mário de Assis Brasil
Dr. Severino Sá Brito
Dr. Juvenal Saldanha
Dr. Antero Marques
Engenheiro Democratino Silveira
Farmacêutico Péricles Silveira
27-Mar-1923 - Junta Governativa
dos Revolucionários em Alegrete - O Vice-Intendente (chimango),
em exercício, Coronel Antônio Freitas Valle, quando fugiu
para Uruguaiana, deixou a Intendência acéfala, devido à
aproximação dos revolucionários de Honório
Lemes. Os revolucionários tomam a Intendência de Alegrete
no dia 27 de março de 1923, estabelecendo uma
Junta Administrativa, integrada pelo Dr. Alexandre da Silva Lisboa,
Presidente, Artur do Prado Souza e Diogo de Assis Brasil.
Esta Junta permaneceu até o dia 08 de junho de 1923,
quando a cidade foi retomada por forças legalistas provenientes
de Cacequi, comandadas pelo Coronel Claudino Nunes Pereira e forças
de Uruguaiana, ambas transportando pelo trem o efetivo de homens e a cavalhada.
A Intendência permaneceu ocupada militarmente pela forças
legalistas do Tenente da Brigada Militar Otelo Frota, até o dia
18 de junho. Neste dia, Honório Lemes retoma a cidade e a Junta
Administrativa entra na Intendência. No dia seguinte, 19 de junho,
acontece o Combate da Ponte do Rio Ibirapuitã, e logo após,
com a vitória dos legalistas, reassume a Intendência o Coronel
Antônio de Freitas Valle.
1926 - Médicos de Alegrete
Dr. Alexandre da Silva Lisboa..........Rua Vasco Alves
Dr. Antônio Saint Pastous..............Rua General Vitorino
Dr. Amarílio Macedo....................Praça 15 de Novembro
Dr. Basileu Medeiros Bicca.............Praça 15 de Novembro
Dr. Celestino de Moura Prunes..........Rua Ipiranga
Dr. Fonseca Júnior.....................Rua Vasco Alves
Dr. Euclides dos Santos Lisboa.........Rua Vasco Alves
Dr. Franklin Olivé Leite...............Praça 15 de Novembro
Dr. Mário Assis Brasil.................Rua Barão do Cerro
Largo
Dr. Olintho Flores.....................Rua dos Andradas. 98
Dr. Ivo Corrêa Mayer...................Rua
Dr. José Vieira de Macedo..............Rua Ipiranga
Dr. Salathiel Santos...................Rua Ipiranga, 14
Dr. Miguel Olivé Leite.................Praça 15 de Novembro
Dr. Fernando Ribeiro...................Rua Gal. Sampaio
Dr. Augusto Maria Sisson...............Rua dos Andradas
Dr. Júlio Ramos de Almeida.............Sanatório
Dr. Brenno Silveira....................Farmácia Popular
27-Abr-1926 - Medicina -
O Sanatório Santo Antônio era dirigido pelo Dr. Amarílio
Macedo, cirurgião e pelo Dr. Miguel Olivé Leite, clínico.
O estabelecimento localiza-se nas proximidades da Uzina Elétrica,
no prédio do Sr. Conceição Blessmann o qual foi completamente
reformado. Constava de: sala de operações, laboratório,
esterilização e análise, sala de operações
para moléstias venéreas e casos infecciosos, quartos para
pacientes, cozinha e despensa.
01-Mai-1926 - Medicina -
O Cirurgião-dentista Pedro Paulo Haesbaerts, diplomado pela universidade
americana, de passagem por essa cidade, oferece seus trabalhos: extração
de dentes sem dor pela afamada injeção Nauvaia.
06-Jun-1926 - Enfermarias -
As casas de saúde para atendimento médico são os
seguintes:
* Enfermaria Militar - na Rua Demétrio Ribeiro
* Santa Casa de Caridade - na Rua General Sampaio
* Sanatório Santo Antônio - no final da
Rua José Bonifácio
06-Jun-1926 - Farmácias
- Existem em Alegrete as seguintes farmácias:
Farmácia Brasil - de Waldemar Simch, na Praça
15 de Novembro, esquina da Rua General Neto
Farmácia Ribeiro - de Carlos Ribeiro, na Rua Ipiranga,
esquina da Rua General Sampaio.
Farmácia Quintana - de Celso Quintana, na Rua
dos Andradas, 70, esquina da Rua do Ipiranga.
Farmácia Popular - de Péricles Silveira,
na Praça General Osório, em seu primeiro endereço.
Farmácia Popular - de Péricles Silveira,
na Rua dos Andradas, esquina da Rua Vasco Alves.
Farmácia Noronha & Irmãos - de Galdino
de Freitas Noronha, na Rua Vasco Alves.
Farmácia Freitas - de Demétrio Rodrigues
de Freitas, na Praça 15 de Novembro.
Farmácia da Caridade - dirigida pela Irmã
Albana, na Santa Casa
Farmácia Central - do Dr. Olintho Suarez, na Rua
dos Andradas, 114, fundiu-se com a Farmácia da Caridade.
Farmácia Moliterno - de Raphael Pignataro, na
Rua dos Andradas
Médicos e o Futebol
Quando a 23 de novembro de 1938, se deu
a fundação da Associação Beneficente de Alegrete
- ABA, o movimento foi comandado por Dona Diva Quintana e de Doma Ely
Pinheiro Machado. A ABA constava de um pavilhão de isolamento para
tuberculosos, uma casa de maternidade, um asilo para indigentes e velhos,
um prédio para a assistência à infância desamparada,
e um ambulatório. A 4 de dezembro de 1938, os médicos alegretenses
deram um espetáculo com a classe médica de Uruguaiana, para
que a renda dos jogos revertesse para a ABA. Foram eles:
Dr. Emílo Zuñeda - goleiro
Dr. Salvador Pinheiro Machado - zagueiro
Dr. Alvarino Marques - zagueiro
Dr. Rui Barbosa da Silveira - intermediária
Dr. Moacyr da Silveira - intermediária
Dr. Rui Souza - intermediária
Dr. Euclides dos Santos Lisboa - ataque
Dr. Brenno Silveira - ataque
Dr. Celso Berned - ataque
Dr. Antero Marques - - ataque
Dr. Ivo Ferreira da Costa - ataque
Os médicos alegretenses se apresentaram
vestindo saiote escocês.
Médicos Famosos na Medicina
Brasileira
O mais famoso médico, em qualidade
profissional foi o Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas,
Que conseguir elevar o nome da radiologia em seu mais alto grau de desenvolvimento,
sendo o precursor da radiologia no país. Foi um grande cientista
e autor de livros. É homenageado até hoje em sua cidade
natal.
Dr. Apheu Bicca de Medeiros
(cirurgia geral) - Diretor da Santa Casa
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas (radiologia)
- Reitor de 1943-1944
Dr. Eduardo Faraco (cardiologia) - Reitor de 1968-1972
Dr. José Carlos Fonseca Milano (clínica
geral) - 1964-1968
Dr. Luiz Francisco Guerra Blessmann - (ortopedia) -Diretor
da UFRGS
Os Médicos e a Política
Toda a cultura, quando se organiza formalmente,
necessitam de uma tragédia para sedimentar seus valores. A classe
médica, com sua inquestionável participação
em todas as áreas sociais, para reagir à injustiça
social do governo de Borges de Medeiros (1898-1928), se associa à
classe política e esclarecida da oposição, integrando-se
no movimento revolucionário de 1923. Com isso empresta notáveis
líderes médicos, principalmente o grande Dr. Alexandre Lisboa
que foi o chefe maragato de Alegrete. Por sua índole voltada para
a paz e a justiça, torna-se admirado tanto pelos maragatos quanto
pelos chimangos.
Cidadãos alegretenses que apoiaram o movimento revolucionário
Dr. Alexandre da Silva Lisboa - Chefe Libertador de Alegrete
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Mário Assis Brasil
Deputado Estadual Dr. Jorge da Silveira Pinto
Dr. Diogo de Assis Brasil
Major Arthur do Prado Souza
Cruz Vermelha Alegretense
A classe popular também se soma
ao esforço revolucionário, trazendo a contribuição
da Cruz Vermelha Libertadora, cujos nomes abaixo relacionados, demonstram
a maciça contribuição da mais alta burguesia e povo
do município.
Presidente: Esther dos Santos Lisboa
1ª Vice-Presidente: Eulália da Silveira Pinto
2ª Vice-Presidente: Izaura de Sá e Souza
1ª Secretária: Zilda de Sá Brito
2ª Secretária: Izabel Nogueira Alves Pereira
1ª Tesoureira: Nazinha Nogueira Alves Pereira
2ª Tesoureira: Lalinha Lisboa
Diretoras da Cruz Vermelha Libertadora
Maria Regueira de Azevedo
Branca Domingues de Freitas
Mariquinha Sá Brito
Fausta Domingues Alves
Alzira Carvalho Ferreira da Costa
Santa Alves
Lilá Saldanha
Carlota Schmitz
Hilda Dornelles Saint Pastous de Freitas
Floriana Medeiros
Chiquinha Antunes Pinto
Marina Fonseca Brasil
Odith Silveira Guida Fialho
Corália Antunes
Dília Alves Pereira
Beta Trindade
Guita Quintana
Nina Medeiros
Nina Leães Silveira
Medora Dornelles
Riquinha Maciel Alves Pereira
Xandica Alves Pereira
Rosita Carvalho
Mimosa Saint Pastous de Freitas
Aracy dos Santos Ferreira
Acólia Domingues
Doralice Lautert
Chefisa Figueira
Elcídia Miranda Laydner
Nerina Fonseca Milano
Prudência Dornelles dos Santos
Ernestina Milano
Alda Maciel Guedes
Sinhá Oliveira
América Guimarães Campos
Célia Anhaia
Celina Brasil de Souza
Sara Malmman Saldanha
Tereza Mota Campos
Clementina Santos Silva
Ignácia Piva
Helena Ribeiro
Constância Machado da Silveira
Amazília Alves Pereira
Ana Luiza Rego
Alcina de Souza
Conceição Lautert
Coordenadoras Auxiliares da Cruz
Vermelha Libertadora de Alegrete
Stela Ferreira da Costa
Marieta Silva
Ema Regueira
Antonieta Silva
Iracema Azevedo
Ricota Guimarães
Raquel Lisboa
Luiza Maciel
Zuleica Sá Brito
Senhorinha Medeiros
Alzira Prates
Odith Medeiros
Ditinha Rodrigues
Mariquinha Paim
Marieta Quintana
Medora Paim
Alzira Brasil
Vanda Medeiros
Ester dos Santos Lisboa
Élida Paim
Zizi Malmman
Mosa Medeiros
Risoleta Leal
Petronilia Marques
Adholfina Leães
Diná Paim
Estela Ferreira
Mosinha Dorneles
Alzeorides Souza
Noema Domingues
Alice Souza Jorgens
Linda Domingues
Universina Loureiro
Glória Domingues
Antonieta Souza
Leopoldina Piegas Fernandes
Lóla Antunes
Virgínia Trindade
Eulália Pinto
Gringa Giordano
Deolinda Silveira
Lelinha Rodrigues
Acólia Pinto
Lolô Visintainer
Ana Amélia Ribeiro
Adelaide de Uchôa
Marina Canabarro
Inez Fagundes Leal Pereira
Médicos que Exerceram a Profissão em Alegrete
1830 - Dr. Álvaro Antônio
José de Carvalho - Cirurgião
1840 - Dr. Eduardo Jorge de Miranda
1844 - Dr. Joaquim Jose Galvão
1846 - Dr. José Carlos Pìnto
1851 - Dr. Juvêncio Cardoso da Cunha - médico baiano
1851 - Dr. Ramão Arcas
1852 - Dr. José Vaz Teixeira
1858 - Dr. Reiggnitz - alemão.
1858 - Dr. Antonio José Afonso Guimarães
1859 - Dr. Manoel Jose de Oliveira
1862 - Dr. Geminiano Vital da Silveira.
1864 - Dr. Belchior da Gama Lobo
1866 - Dr. Pedro de Barros Cavalcante e Albuquerque.
1868 - Dr. James de Oliveira Franco
1868 - Dr. Francisco da Silva Moraes
1876 - Dr. Cândido Manoel de Oliveira Quintana
1876 - Dr. Francisco da Silva Morais
1876 - Dr. José Leôncio Medeiros
1876 - Dr. Severino Ribeiro Carneiro Monteiro
1876 - Dr. José Carlos Pinto - cirurgião
1877 - Dr. João Sabino Vieira - cirurgião
1878 - Dr. Candido Manoel de Oliveira Quintana
1878 - Dr. Clemente José Pinto
1878 - Dr. Sabino de Oliveira - sergipano
1878 - Dr. Antônio Joaquim da Silva - militar
1878 - Dr. João de Freitas Rodrigues Braga - militar
1878 - Dr. Tenente Coronel Ignácio Manoel Domingues.
1879 - Dr. José Carlos Pinto - cirurgião
1879 - Dr. José Xavier da Costa - militar
1880 - Dr. Eulálio Lelis Piedade - militar
1880 - Dr. José Gonçalves Marques
1881 - Dr. Ignácio Manoel Domingues
1881 - Dr. João Pinhatório
1897 - Dr. Alexandre da Silva Lisboa - militar
1900 - Dr. Tito Marengo - italiano
1900 - Dr. Alpheu Bicca de Medeiros
1900 - Dr. Antero Marques
1903 - Dr. Pedro Pitella
1905 - Dr. Severino Sá Brito
1906 - Dr. Geraldo Farias
1906 - Dr. Paulo David
1906 - Dr. Ananias Leão
1907 - Dr. Lindolfo Belloa
1907 - Dr. Sylla Teixeira
1907 - Dr. Juvenal Santana Saldanha
1913 - Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
1915 - Dr. Antônio Berge - militar
1915 - Dr. João Cardoso de Menezes
1915 - Dr. João Manoel Ramos
1915 - Dr. Jorge Magenart
1915 - Dr. B. Pericás
1915 - Dr. Dr. Francisco de Barros Coelho
1916 - Dr. Luis Martins Falcão
1916 - Dr. Veiga Lima
1918 - Dr. Mário Assis Brasil
1920 - Dr. Celestino de Moura Prunes
1920 - Dr. Colbert Perissé
1920 - Dr. João Ayard
1920 - Dr. Salvador Donici
1922 - Dr. João Pires
1922 - Dr. Alves Cerqueira
1922 - Dr. Arnóbio Nunes de Miranda
1922 - Orestes Taddei
1922 - Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Correia Mayer
Dr. Salatiel Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. João Vieira de Macedo
Dr. Augusto Maria Sisson
Dr. Julio Ramos de Almeida
Dr. Fernando Ribeiro
Dr. Gastão Noronha
Dr. Arthur Marques
Dr. Brenno Silveira
Dr. Franklin Olivé Leite
Dr. Euclides dos Santos Lisboa
Dr. José Gonçalves - militar
Dr. João Máximo dos Santos
Dr. Celso Bernd
Dr. Ruy Barbosa da Silveira
Dr. Emílio Zuñeda
Dr. Arthur Santayanna Mascarenhas
Dr. Hermes Pimentel
Dr. Manoel Olintho Zanilla
Dr. Helvécio Pimentel
Dr. José Correa de Barros
Dr. Ruy dos Santos Lisboa
Dr. Salvador Pinheiro Machado
Dr. Alvarino Marques
Dr. Luis Cabral
Dr. Virginio Machado da Silveira
Dr. Pedro Moacyr da Silveira
Dr. Ivo Ferreira da Costa
Dr. Clovis Francisconi
Dr. Nilo Brasil Milano
Dr. Arthur Darianno
Dr. Carlos Marckzyk
Dra. Elisa Marckzyk
Dr. Euclides dos Santos Lisboa
Dr. Eduardo Faraco (cardiologia) - Reitor de 1968-1972
Dr. José Carlos Fonseca Milano (clínica geral) - 1964-1968
Dr. Luiz Francisco Guerra Blessmann - (ortopedia) -Diretor da UFRGS
Dr. Jarbas Aurélio
Dr. Jesus Pinheiro Rodeiro
O bom profissional em Medicina vai aos poucos adentrando a sua profissão,
de tal forma que, depois, com o passar dos anos, a profissão fica
com o aspecto do referido médico.
Assim são os grandes homens que exerceram a profissão que
mais tem a ver com a interioridade do ser humano.
Como é uma classe que lida diretamente com a saúde e com
a longevidade das pessoas esse profissional necessita de um grande palco
com coxias e camarins para que o seu espetáculo de grandeza e de
precisão se faça acontecer. Para tal, é necessária
a eficácia dos hospitais, das clínicas, da enfermagem, dos
laboratórios, das farmácias e do pessoal da limpeza, pois
nenhum homem poderia galvanizar para si todas as qualidades, coisa praticamente
impossível.
Aqui, sobre este lugar onde estamos, desde 1817, assenta-se uma população
que inicialmente se verteu para a guerra e para o pastoreio. Cada corpo
de exército se fazia acompanhar do seu Capelão e do seu
médico. Era a obrigação do Exército.
Desde 1822, conforme os Livros de Óbitos da Freguesia de Alegrete,
os Padres assentavam o provável diagnóstico, sendo esses
registros um verdadeiro manancial de informações que certamente
darão o brilho a qualquer historiador.
O século XIX, o chamado Século das Luzes, deu a forma e
a direção a todas as correntes culturais do conhecimento,
mais ainda para a vertiginosa trajetória da Medicina em busca do
alívio da dor e da conservação da vida.
No alvorecer do século XX, quando
pouco se pensava em associar os médicos do Estado, em Alegrete,
a 25 de fevereiro de 1915, pela sensibilidade dos médicos
Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Dr. Juvenal
Saldanha, Dr. Severino Sá Britto, Dr. João Cardoso de Menezes
e o Dr. Sylla Teixeira da Silva (por procuração) criaram
a Liga Médica. Alegrete foi a primeira cidade do Estado onde uma
entidade congraçou todos os médicos em torno de uma idéia
profissional.
A Liga Médica nasceu no laboratório de
Exames da Farmácia Popular, instalada na Praça General Osório,
de propriedade do Sr. Péricles Silveira. O nascimento
da Liga Médica deu-se no terceiro encontro. O Dr. Alexandre Lisboa
é eleito presidente e o Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, eleito Vice-Presidente.
Neste momento, os médicos alegretenses fizeram determinadas exigências
para que os profissionais pudessem exercer o seu trabalho de uma maneira
mais justa, pois o número de curiosos era muito grande. Estava
assim criada a primeira Associação Médica do Rio
Grande do Sul.
A Liga Médica recebe adesões dos médicos de Porto
Alegre, Bagé, Rosário do Sul, Santa Vitória do Palmar
e Santa Maria. Essa Liga visava, sobretudo, a zelar pela integridade moral
e científica da profissão médica, combatendo os excessos
da liberdade profissional.
Mas foi a 01 de setembro de 1926,
novamente na sala da Biblioteca da Farmácia Popular, de Propriedade
de Péricles Silveira, que os médicos de Alegrete se reuniram
para fundar a Sociedade de Medicina de Alegrete, que tinha como finalidade:
* congregar a classe médica
* cuidar do aperfeiçoamento e dos interesses da classe
* comprar revistas médicas
* fazer com que a classe tivesse representação tanto local
quanto estadual e nacional.
Ficou decidido que, em cada sessão, um médico inscrever-se-ia
para discorrer sobre determinado assunto que tivesse competência.
A mensalidade era de 5.000 réis e a jóia de 20.000 réis.
Estiveram presentes, nesta sessão de fundação, tidos,
então, como fundadores:
Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Dr. Juvenal Santos
Dr. Celestino de Moura Prunes
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Corrêa Mayer
Dr. Salathiel dos Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Mário Assis Brasil
1ª Diretoria:
Presidente.......Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Tesoureiro.......Dr. Juvenal Santos
Secretário.......Dr. Celestino de Moura Prunes
Essa associação com este
ato possuiu uma antevisão de futuro. A classe médica não
só exerceu uma medicina vanguardista e sábia como também
se integrou na comunidade através de vários eventos, principalmente,
no futebol, onde vário médico era exímio jogador.
A Associação Médica de Alegrete, por manter reuniões
de caráter de estudo e de discussão, promoveu o surgimento
de conceituados profissionais que, mais tarde, seriam Reitores de Universidades
do Rio Grande do Sul.
No universo dos médicos que passaram
por Alegrete, se encontram homens com os mais variados pendores, pois
trilharam uma vida de tantas renúncias e de tantos sacrifícios,
que muitos chegaram a considerados familiares da maioria das pessoas.
Além da competência profissional, foram gerados professores,
consultores, reitores e cientistas.
Para resumir a significação dos médicos temos como
expoentes o Dr. Alexandre da Silva Lisboa, que morreu
a 7 de julho de 1940, deixando até hoje, depois de 66 anos, bem
impresso na população o grande sacerdócio que pode
ser exercido de maneira digna e simples, todavia, sustentado por um coração
generoso e compreensivo. Esse homem foi obstetra, sanitarista, provedor,
político, chefe dos maragatos, chefe da junta revolucionário,
perfeito de Alegrete, e, acima de tudo, admirado tanto pelos maragatos,
quanto pelos chimangos. Por ser considerado o pai do povo, recebeu da
comunidade um automóvel.
O Dr. Romário Araújo de Oliveira, falecido
a 4 de agosto de 1988, depois de 18 anos, ainda empolga o povo dessa cidade.
Também foi chamado de Pai do Povo, recebendo também um carro
que conservou até o fim de sua vida. Era uma personalidade controvertida,
sendo um grande colorado, PDT e, acima de tudo, benemérito da Escola
de Samba Unidos dos Canudos. Envolveu-se intimamente com o povo, pois
para ele dedicou a maior parte de sua vida em mais de 20 horas por dia.
O seu grande lar foi a Santa Casa de Caridade de Alegrete.
Depois de transcorridos 91 anos de Liga
Médica e 80 anos de Associação Médica, podemos
certamente parabenizar tanto os que passaram quanto os que ainda presentes
se dedicam de bom coração a esse povo alegretense, pois
sem essa comunidade nada seríamos.
Farmácias de Alegrete
No início do século XX a
Santa Casa de Caridade não realizava cirurgia. Essa competência
ficava a cargo das farmácias, onde os farmacêuticos eram
verdadeiros donos de uma cultura que se associava intimamente à
medicina.
Farmácia Quintana -
de Celso e depois de Milton Quintana, pai e filho, fundada a 10 de fevereiro
de 1887, localizava-se na Rua dos Andradas, esquina da Rua Ipiranga. Celso
era o pai de Mário Quintana.
Farmácia Brasil -
pertencente ao Dr. Valdemar Simch, localizada na Praça 15 de Novembro,
esquina General Neto.
Farmácia David - pertencente
ao Dr. Paulo David, funcionava como policlínica médico-cirúrgica.
Nos anos de 1903.
Farmácia Ribeiro -
pertencente a farmacêutico Pedro Fernandes Ribeiro e, depois, ao
seu filho Carlos Fernandes Ribeiro. Teve seu início antes de 1912.
Localizava-se na Rua do Ipiranga, esquina da Rua General Sampaio.
Farmácia Freitas -
pertencente ao Dr. Demétrio Rodrigues de Freitas. Localizava-se
na Praça 15 de Novembro, ao lado da casa da senhorita Julieta Leães.
Farmácia Central -
pertencente ao Dr. Olintho Suarez. Localizada na Rua dos Andradas número
14, antiga Casa La Gamba. Fundiu-se em 1922 com a Farmácia da Santa
Casa de Caridade. Depois de 1938, José Bonifácio da Costa
Nunes tornou-se proprietário desta farmácia.
Farmácia da Caridade -
dirigida pela Irmã Albana, quando a Santa Casa reabriu a farmácia.
Farmácia Moliterno -
pertencente à Rafael Pignataro, localizada na Rua dos Andradas.
Farmácia Popular -
do farmacêutico Péricles Silveira, fundada no ano de 1912.
Funcionou primeiro na Praça General Osório e depois na Rua
Vasco Alves, esquina General Sampaio.
Farmácia Noronha (Botica)
- de Galdino de Freitas Noronha, localizada na Rua Vasco Alves
sendo criada antes de 1913.
Farmácia de Julio Valente
- localizada na Praça General Osório, antes de
1918.
Farmácia Simões
- não se conhece o proprietário e, em 1928, localizava-se
na Rua Mariz e Barros.
Farmácia Confiança
- pertencente à João Fagundes da Silveira, localizada
na Rua Gaspar Martins, onde exerceu a profissão de Farmacêutico
Prático o Senhor Alfeu Bueno Cueto. Provavelmente tenha seu surgimento
antes de 1932.
Farmácia Ungaretti-
pertencente à Ari Ungaretti, localizada na Praça General
Osório no ano de 1933. Em 1938, passou a funcionar na Rua Gaspar
Martins, no prédio onde funcionaria o Cine Teatro Ipiranga.
Farmácia Alves -
no ano de 1938 existe o registro desse nome e julgamos que ficaria localizada
na Av. Freitas Valle, ao lado do Edifício Estivallet.
Enfermarias para Atendimento em
Alegrete
Enfermaria Militar -
localizada na Rua Tamandaré, esquina Rua Demétrio Ribeiro.
Irmandade da Santa Casa de Caridade
de Alegrete - localizada no lado sul da Rua General Sampaio,
hoje Centro de Saúde.
Sanatório Santo Antônio
- localizado no final da Rua José Bonifácio, esquina
da Avenida Eurípedes Brasil Milano, no chamado Challet dos Blessmann
Hospital São José
- Fundado a 04 de julho de 1952, pelo Dr. Mário Thompson
Flores.
Instituto de Clínicas -
localizado no atual Museu Oswaldo Aranha, na Praça Getúlio
Vargas, sendo transferida depois para a Rua Demétrio Ribeiro.
* Clínica Geral - Dr. Ciro Soares Leães
* Cardiologia - Dr. Ivo Ferreira da Costa
* Radiologia - Dr. Alvarino Marques
* Cirurgia - Dr. Moacyr Barbosa da Silveira
* Cirurgia - Dr. Rui Souza
* Cirugia - Dr. Arthur Dariano
* Otorrinolaringologia - Dr. Rui Barbosa da Silveira
Clinica (na antiga Fundação
Educacional)
* Cirurgia - Dr. Emílio Zuñeda
* Cínica Geral - Dr. Celso Paim
* Radiologia - Dr. Augusto Maria Sissn
Centro Profissional São
Manoel - localizado na Rua Vasco Alves, 431, pertencente a Antonio
Alves, depois para o Filho Jaci Alves.
Farmácias Solidárias
Após encontros e combates sempre
as Farmácias prestaram apoio e assistência ambulatorial.,
Os seus eis que seus proprietários, além de técnicos
científicos, eram também revolucionários, adeptos
da causa Libertadora.
É de se ressaltar a preciosa contribuição dada por
esta classe, pois as farmácias eram os verdadeiros pronto-socorros,
onde eram curativados e operados os contendores.
Solidarizando-se com o Movimento Armado de 1923, estavam as seguintes
Farmácias, sediadas em Alegrete:
Farmácia Freitas, propriedade do Dr. Demétrio
Rodrigues de Freitas
Farmácia Popular, propriedade do Dr. Péricles
Silveira
Farmácia Ribeiro, propriedade do Dr. Carlos Ribeiro
Farmácia Quintana, propriedade do Dr. Milton Miranda
Quintana