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História da Medicina
História da Medicina


Fonte:
Alegrete em Fatos - Prof. Danilo Assumpção Santos (Diretor do CEPAL - Centro de Pesquisa e Documentação de Alegrete), edição lançada em jan/2007, promovida pela Prefeitura Municipal de Alegrete e Nosso Guia.
CEPAL: cepal@gmail.com / tel (55) 3422 4585



Alegrete

A cidade de Alegrete possui um valor inestimável de homens que, em determinadas áreas profissionais, conseguiram ser "experts" naquilo que fazem.
A Medicina, durante o século XX, gozou dessa prerrogativa, pois determinados estudiosos, em larga escala, alcançaram o sucesso seguro em seus empreendimentos.
O Médico exerce uma profissão onde não só é importante a capacidade técnica, como também a flexibilidade do coração generoso.
No ano de 1915, um grupo de médicos estava insatisfeito com a profusão de "doutores" estrangeiros e brasileiros que aqui chegavam clinicando, sem que houvesse nenhuma condição legal para exercer a profissão. Assim, foi criada a Liga Médica a 25 de fevereiro do mesmo ano, que gozou da visão competente dos profissionais Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Dr. Juvenal Saldanha, Dr. Severino Sá Britto, Dr. João Cardoso de Menezes e o Dr. Sylla Teixeira da Silva (por procuração). Esse foi o grito de organização da classe que tantos serviços prestou ao povo em toda a sua história.
Mas a coisa não ficou por menos. Alguns ainda continuavam a cometer a falta de diplomação e outros tinham dificuldades em fazer uma atualização, por não acompanharem os avanços acontecidos na Europa e na América. Para resolver definitivamente o fato, 01 de setembro de 1926, um grupo de médicos fundou a Sociedade de Medicina de Alegrete, pois entenderam que a classe médica só iria realmente se organizar, se estivesse legalmente constituída, tanto no Município quanto no Estado, quiçá, nacionalmente. Os primeiros participantes foram os seguintes:

Dr. Alexandre da Silva Lisboa - Presidente
Dr. Juvenal Santos - Tesoureiro
Dr. Celestino de Moura Prunes - Secretário
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Corrêa Mayer
Dr. Salathiel dos Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Mário de Assis Brasil

Pela plêiade de mestres famosos, se pode inferir o resultado prático de suas ações, durante as suas longas carreiras, pois essa visão vanguardista deu condições de prestarem serviços inestimáveis ao Estado e à Classe Médica. Muitos foram professores, reitores de universidades, cientistas e famosos médicos que até hoje são tidos como referenciais na medicina brasileira.
No século XIX, o médico, o padre e o delegado representavam a lei e a ordem que levavam à organização da comunidade. O médico cuidava a saúde, o padre cuidava a alma, o delegado cuidava da segurança.
Com toda essa dotação vital que a profissão delega, alguns médicos foram bem mais além de sua obrigação. Em vez de se tornarem ricos e poderosos, tornaram-se opulentos em afeto e em grandezas, pois conseguiram ser membros de várias famílias onde davam a palavra final, quando se tratava de saúde e de conselhos.
Foram homens que exerceram a famosa medicina caseira. Podemos citar, mais atualmente, o Dr. Jarbas Aurélio, o Dr. Jesus Pinheiro Rodeiro, o Dr. Rui Barbosa da Silveira, o Dr. Rui dos Santos Lisboa, o Dr. Euclides dos Santos Lisboa, o Dr. Milton Monteiro, o Dr. Domingos Cunha, o Dr. Lincoln Abreu Pithan, o Dr. Brenno Silveira, o Dr. Arthur Dariano e muitos outros que abrilhantaram a profissão através de seu escopo superior.
Dizem que "o creme de la creme" de algo, está na raridade e no sabor do que se degusta. Assim, se pode, em nome de todos os médicos, citar três homens que honram a profunda medicina exercida por seus corações: Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da Silva Lisboa e Dr. Romário Araújo de Oliveira. Serão pessoas que jamais a comunidade vai esquecer, pois só o tempo soterra os poderosos e enaltece os heróis. Por isso, não foram esquecidos.

Quando se comemora os 80 Anos da Associação Médica de Alegrete, onde se coloca como a mais antiga do Estado, é necessário que se lembre da feliz iniciativa que se fez ouvir a 91 anos atrás com a famosa Liga Médica.
Desta forma, só se pode felicitar a classe Médica que cooperou com o progresso da comunidade alegretense, muitas vezes sem medir esforços dentro da profissão que se propôs.

Jan-1901 - Saúde Pública - Com a melhora das verbas, a Intendência pode contratar um médico e ministrar socorros à pobreza. O médico era o Dr. Belmiro Gonçalves da Silva.

31-Mai-1903 - Saúde Pública - Relatório do Dr. Severino Sá Brito, dirigido ao Coronel Freitas Valle Filho sobre as condições em que se acha Alegrete: "O Alegrete se estende em uma coxilha salubre colocada entre o vale de um rio e o de uma restinga, com declive suficiente para correrem as águas, a cidade bem ventilada muita espaço entre as casas, estas geralmente em boas condições de higiene. O sub-solo é pouco permeável, por isso mesmo há muita umidade depois das grandes chuvas, o que torna muitas casas pequenas, velhas e mal ventiladas, temporariamente, insalubres. Além disso, no verão, depois das grandes enchentes que deixam lixo e lama nas margens e, em seguida, vindo dias de calor com sol abrasador, desenvolve-se uma pequena epidemia de febres dos pântanos. E essa mesmo é limitada às proximidades dos focos paludosos. As moléstias transmissíveis que nos visitam tem sido: o sarampo, a coqueluche, o crupe, a febre tifóide. Penso que a causa de sua permanência entre nós é:
1º a residia (preguiça) de uns e a ignorância de outros;
2º a defeituosa construção com falta de higiene, de grande parte das casas pobres.
Vejamos as enfermidades citadas:
Sarampo - O sarampo, de anos em anos, nos visita, a última epidemia foi trazida em fins de 1901 de Uruguaiana e aqui grassou fortemente em 1902, fazendo mais de 60 vítimas em mãos de curandeiros. O povo ignora que tal moléstia é mais contagiosa do que pensa. O isolamento do doente e o afastamento das outras crianças não se faziam ou eram imperfeitamente seguidas; mesmo porque a maioria do povo entende que esse tributo ao sarampo é infalível.
Coqueluche - A coqueluche, pior um pouco, não sendo de conseqüências más imediatas, foi mais descurada. Crianças que tratei que foram vítimas de um beijo inocente de outras.
Crupe (difteria) - O crupe, sempre esporádico nesta cidade, nunca de caráter epidêmico, irrompe na casa do rico ou no casebre do pobre, aonde existe higiene e aonde de todo ela falta.Faz uma ou duas vítimas ao norte e desaparece para um mês ou dois depois fazer o mesmo ao sul. Contudo, dá preferência aos lugares baixos e úmidos; aos meios pobres, onde a nutrição é deficiente e o asseio menos cuidado; procura suas vítimas entre as crianças fracas, linfáticas, achacadas da garganta; e desenvolve-se por um trabalho espontâneo do organismo na criança que tem uma predisposição particular (Jaccoud). Moléstia muito assustadora torna fácil aos médicos cumprirem o dever do isolamento. Extremamente inoculável (até em animais), ela tem feito um grande número de vítimas entre os médicos que, por ocasião de um curativo ou operação, inoculam-se em uma ferida ou mucosa. O contágio é facílimo pela aproximação de uma criança à outra (e freqüente num beijo antes de declarada a natureza da moléstia), o adolescente também está sujeito a adquiri-la, só o adulto dificilmente é contaminado. Também se transmite pelo ar do aposento onde está o dentinho, mas é preciso demorar-se nele um pouco para absorver certa dose ou ficar suficientemente impregnado do vírus volátil. O aposento desocupado por um doente, pode ficar com as paredes e os móveis muito impregnados, de sorte que para uma criança dormir nele isenta de todo o perigo, é preciso, ou lavar o assoalho, caiar paredes e friccionar os móveis, ou deixá-lo por dois meses diariamente aberto para completa expurgação do mal. Até hoje não se conhecem fatos de um móvel ou roupa de uma visita ir impregnar suficientemente outra criança, isto é, transmitir-lhe o mal. Assim como não há um fato bem averiguado de transmissão pelos carros de praça (L. Poincaré). Ao passo que o cadaverzinho sempre pronto a inocular o mal é perigosíssimo numa autópsia; e até quatro anos depois ao retirarem-se os ossos ainda conserva vivo esse triste poder infanticida. Um quarto que se conservasse fechado, antes e após a retirada do morto, seria igualmente transmissor do mal até muitos meses depois.
Febre Tifóide - A febre tifóide que se desenvolve espontaneamente, pela predisposição individual, pela ingestão de alimento, de certo modo deteriorado, pelas condições do meio em que vivem indivíduos aglomerados. Este ano ela manifestou-se em Alegrete devido às frutas mal sazonadas (melancias, melões, etc), pelo verão chuvoso que tivemos. Por isso, ela apareceu simultaneamente em diversos pontas da cidade e da campanha, mas só formou residência fixa em certas e determinadas casas. Estas são dotadas das seguintes condições excelentes para o seu agasalho e desenvolvimento. Pequenas para o número de pessoas da família, baixas e bem forradas quase sempre fechadas pelo mau tempo, são muito mal ventiladas; dormem fechadas, donde há pouca cubação de ar à noite; assoalho sobre o chão com as continuadas chuvas há grandes unidades, daí o aumento das fermentações e da receptividade das pessoas. Como conseqüência, acontece que somente os desta casa pagam tributo à moléstia, enquanto os estranhos que vêm ajudar são poupados. Tal foi o que se deu. Também cooperam muito para a febre tifóide os estábulos, pois o esterco e mais detritos das vacas favorecem, de um modo especial, a sua aparição e desenvolvimento. E, segundo alguns observadores, o leite adquire a propriedade de transmitir a moléstia demorando-se no aposento do enfermo; donde o perigo quando há um tífico em casa de um fornecedor de leite menos cuidadoso. Em épocas atrasadas dos povos e da higiene, o meio propagador, por excelência da epidemia, era o uso para alimentos da água do rio onde se lavavam as roupas com fezes dos tíficos. Não termino, sem afirmar com todos os higienistas, a febre tifóide é fracamente contagio. Pelo que fica exposto, sou de opinião que a Intendência de Alegrete não deve tomar medidas rigorosas de higiene, quer agressiva, quer defensiva. Entretanto, com relação às crianças deve fazer uma lei proibitiva com multas para as que acompanharem enterros de moléstias contagiosas. Desta sorte, o elemento frágil e predisposto fica protegido, acabando-se com uma usança antiquária e insensata.

12-Mar-1905 - Dentista - O nosso amigo, Dr. Campos Velho, cirurgião dentista, praticou, na última semana, uma delicada operação no maxilar inferior de uma senhorita de nossa sociedade. "Consistiu essa operação na avulsão do primeiro grosso molar inferior direito e extração de um seqüestro que aí se achava invaginado."

1906 - Medicina - Aconteceu em Alegrete a primeira cirurgia, de apendicectomia, realizada pelo Dr. Vicente Maia (de Uruguaiana), tendo como auxiliar o Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, cloroformização o Dr. Geraldo de Farias e também presente o Dr. Alexandre Lisboa e o Dr. Tito Marengo.

1906 - Medicina - O Dr. Alexandre da Silva Lisboa e o Dr. Severino Sá Brito participam da 6º Sessão do Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia em São Paulo.

1906 - Medicina - Instala-se em Alegrete o Dr. Vitor de Brito, por um curto período, o mesmo aconteceu com o Professor de Medicina Fernando Abott, convidado para várias juntas que debatiam os difíceis diagnósticos da época.

1906 - Medicina - Constituiu-se, na Santa Casa de Caridade, uma secção especial para atendimento de tuberculosos. Nesta época a Santa Casa situava-se no outro extremo da Rua General Sampaio, com fundos para o Rio Ibirapuitã.

01-Fev-1907 - Dr. João Palombini - médico operador e parteiro. Diplomado em Roma, recomendado especial do governo de Itália, com atestados honoríficos das clínicas de Roma. Atende a qualquer hora na cidade e para campanha. Rua General Sampaio, 23.
A convite deste cavalheiro, visitamos a casa onde reside, e encontramos lá também o Dr. Tito Marengo e José Corsi. Em primeiro lugar o Dr. Pallombini nos conduziu ao seu gabinete que continha um verdadeiro arsenal de instrumentos cirúrgicos e de máquinas aperfeiçoadas, tudo colocado destro de um esplêndido armário de cristal. Desde a mesa de operações até o lavatório automático moderníssimo, tudo ali se encontra.
Em seguida, passamos a um outro gabinete, surpreendendo-nos, admirados do que víamos, a mesma impressão recebendo outros visitantes. Não era aquilo uma sala vulgar e sim um museu de História Natural. A fauna a mineralogia rio-grandese ali está, em pedras peles e animais dissecados. Desde o enorme tigre lanhado, até o pequeno bugio; desde a ave pernalta até o pintassilgo. De tido se vê um representante, qual mais esquisito, qual mais raro.
Noutra sala contígua vêem-se muitas peles e variados objetos raros como: arcos e flechas de índios, de diversos feitios; chapéus e tangas de Botocudos, boleadeiras, cordas, guampas, um sem número de objetos preciosos. Existe uma riquíssima coleção de pedras finas e estranhas.

20-Set-1907 - Sociedade Italiana - O Edifício da Sociedade Unione Italiana foi inaugurado. Esta sociedade beneficente foi fundada para mútuo socorro dos filhos da bela Itália, estabelecidos neste município, embora conte com vários sócios honorários de outras nacionalidades.
Médicos Italianos
Dr. Tito Marengo
Dr. Pedro Pitella

18-Set-1908 - Medicina - O Dr. José Von Bassewitz, residente em Alegrete, é médico do Caty. Praticou, nas enfermarias da Santa Casa, as seguintes operações, todas com bom resultado. Foi auxiliado pelo Dr. Irineu de Sá Brito e Dr. Honorino de Oliveira.
- Olegário Alves da Silva, operado de hidrotórax, pelo processo da Toracotomia.
- Norberto de Vasconcellos, operado de uma dacriociste supura desta, com obstrução do canal lacrimal nasal. Curado.
- Hipolita Rodrigues, operada de um abscesso do periosto de crânio. Curada.

19-Mar-1911- Medicina - O Dr. Urbano Garcia, médico desta cidade, atesta que usa Eczematina em sua clínica, com muito bom resultado nas afecções da pele, como eczemas, herpes.

17-Set-1911 – Consultório Médico da Farmácia Popular - Rua dos Andradas, esquina da Rua Vasco Alves. Médicos atendentes: Dr. Alexandre Lisboa, Dr. Veiga Lima, Dr. Juvenal Saldanha, Dr. Sylla Teixeira.

01-Out-1911 - Homenagem - O Dr. Alpheu Bicca de Medeiros recebe dos amigos um carro Humber que seria um dos primeiros 5 veículos motorizados da cidade. O recebimento de tal presente já mostra a gratidão e o apreço que gozavam determinados médicos. O Dr. Alexandre Lisboa, ao longo se sua vida, ganha três carros da população; O Dr. Emílio Zuñeda e o Dr. Romário Oliveira cada um recebe um carro do povo de Alegrete.

02-Abr-1915 - Medicina - O Dr. Antônio Saint Pastous retorna a Alegrete, como médico formado e laureado, em 1914, recebendo da comunidade, de seus amigos e conterrâneos. Este valoroso médico e cientista alegretense, além de ser um precursor de vários estudos, teve o alcance ser o mecenas, ao custear os estudos, do valoroso e inigualável médico Dr. Romário Araújo de Oliveira. Neste dia, começou a clinicar em Alegrete.

24-Abr-1915 - Medicina - O Dr.Alpheu Bicca de Medeiros participa do 1º Congresso Médico, representando Alegrete.

04-Out-1916 - Dr. Veiga Lima - Consultas na Farmácia Popular. Residência, na Rua Vasco Alves. Clínica Geral, especialmente moléstias de crianças e dos aparelhos bronco-pulmonar e grastro-intestinal. Tratamento garantido da blenorragia (gonorréia) aguda ou crônica pela Rhéantina, do Professor Lumière e pelo Pagéol Duménil. Tratamento para as moléstias nervosas. Grátis aos pobres.

25-Out-1916 - Dr. Sergio Saboya - Chegou o Dr. Sergio Saboya que fará uma permanência de 15 dias, sendo oculista e especialista em tratamento do ouvido, nariz e garganta e sífilis. Está dando consultas na Farmácia Popular.

05-Mai-1917 - Medicina - Dr. Luiz Falcão. Acha-se entre nós, desde segunda-feira, o nosso jovem patrício Dr. Luiz Falcão, diplomado há pouco mais de um ano na Escola de Medicina do Rio de Janeiro. O apreciável médico pensa em exercer a clínica em uma localidade do interior da fronteira e possivelmente nesta cidade.

26-Mai-1917 - Medicina - O Dr. Alpheu Bicca de Medeiros conseguiu curso especial com o notável Professor Pasqualis, o substituto de Gosset, reputado o mais hábil cirurgião da França. Além dos cursos de cirurgia geral, cirurgia especial do abdômen, das vias urinárias, de ginecologia, de partos, de aparelhos (tratamento cirúrgico das fraturas e deformações ósseas). Realizou também um curso completo de radiologia com o mais acatado radiologista de Paris, o Professor Maingot.

11-Jul-1917 - Medicina - Clínica Cirúrgica do Dr. Barros Coelho. Curriculum: ex-externo do Professor Marcos Cavalcanti, Rio de Janeiro; ex-interno dos Hospitais Lariboisieres e St. Louis, de Paris, serviços dos Professores Rieffel, Marion e Richelot e dos Doutores Beurnier, Richelot e Boissard; ex-interno e cirurgião do Hospital Auxiliere 44, de Saint Cloud; ex-cirurgião do Hospital Lauriston de Paris. Consultas na Farmácia Ribeiro e Popular. Atende chamados fora de Alegrete.

Dr. Mário de Assis Brasil - Consultório na Farmácia Popular. Residência na Rua dos Andradas. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Tem prática no Hospital de Misericórdia, Hospital São Azacarias e Maternidade do Rio de Janeiro.
Th. de Campos Velho - Cirurgião Dentista. Gabinete na Rua Barão do C.erro Largo
Dr. Severino Ribeiro - Médico parteiro

Clínica Geral - Rua General Sampaio, 85. Dispõe de parteira experimentada, para o tratamento das senhoras, facilitando as inspeções e curativos.

07-Abr-1918 - Dr. Tito Marengo - Clínico Geral. Rua General Sampaio, 85. Especialidade, moléstias crônicas, do estômago, intestino, fígado, rins, coração, sífilis. Moléstia de senhoras, útero e anexos. Note bem: para tratamento das senhoras, a clínica dispõe de uma parteira experiente que facilitava as inspeções e curativos.

13-Mar-1918 - Julio Valente - Ingerindo estriquinina e apunhalando-se, pôs termo a existência, há pouco, em Porto Alegre, Julio Valente, que aqui residiu por muito tempo, sendo proprietário de uma farmácia na Praça General Osório. Ultimamente exercia a profissão de médico licenciado. Segundo jornais de Porto Alegre, era sempre desprendido de interesses, nunca conseguindo reunir o necessário para viver folgadamente, conseguiu reunir o necessário para viver folgadamente e entrou em sério desgosto pela vida, tendo, várias vezes tentadas contra a existência, até que levou definitivamente o tresloucado fim. Era casado com Dona Afra Machado Valente, filha da Viúva Zulmira Machado, residente em Alegrete. Do casal ficou um filho com poucos anos de idade.

25-Set-1918 - Dr. Sylla Teixeira da Silva - Corre desde ontem na cidade a dolorosa noticia de ter falecido a bordo em viagem para França, o nosso distinto conterrâneo e estimado clínico Tenente Dr. Sylla Teixeira da Silva que fazia parte da missão médica brasileira que vai prestar serviços à causa dos aliados. Essa notícia brusca e tristíssima, embora carecendo ainda de confirmação oficial causou entre nós a maior e a mais profunda das emoções pois o Dr. Sylla era cercado da estima dos seus conterrâneos que admiravam as suas brilhantes qualidades de caráter e inteligência. Assim que a noticia se espalhou na cidade, várias foram às manifestações de vivo pesar que surgiram espontâneas e sinceras. A "Farmácia Popular" do farmacêutico Péricles Silveira cerrou a sua portas e o cinema “Treze de Maio” suspenderam o seu espetáculo em sinal de pesar. Se, infelizmente, for confirmada a triste noticia a "Gazeta" rendera então a sua homenagem ao prezado conterrâneo, ao distinto clínico cujo exaltado patriotismo fez com que ele cheio de vontade e cheio de orgulho, abandonasse a paz e o conforto para seguir em demanda dos campos ensangüentados da Europa.

07-Dez-1918 - Construção de Um Hospital - O Dr. João Benício da Silva, Intendente Municipal, acentuou no ofício que dirigiu ao Dr. Alexandre Lisboa, Presidente do Comitê Cruz Branca, que fundaria o hospital para gripados, em atenção ao pedido, feito por eles pessoalmente, dos Senhores Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle. A verdade, entretanto, é que a pedido dos dois distintos moços não endereçaram eles, em pessoa, ao Sr. Intendente, mas por intermédio do jornal A Palavra.
O Intendente faz questão de que se saiba que A Palavra, baldadamente, lhe endereçará reclamações, por mais justas que sejam, ou solicitará alguma medida, embora dela resultem copiosas vantagens para os munícipes. Mas, permita-nos, Sr Intendente, que perguntemos: não teria ele apresentado uma demonstração de nobreza de sentimentos confessado que criaria o hospital, à vista do pedido formulado pela nossa folha, em nome dos Srs. Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle? Preferiu ele alvejar-nos, com uma perfídia, a ter esse nobilitaste procedimento. Quis revelar a ira que o envenena, derivada de nossa crítica, calma e justiceira, aos desacertos por ele praticados como Intendente.
Não nos abespinhou a adulteração da verdade, perpetrada pelo Intendente, no seu ofício ao Dr. Alexandre Lisboa. Diga o Dr. João Benício o que quiser, o público compreende que se os Srs. Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle nele lhes houvessem solicitado, pessoalmente, a criação do hospital, não teriam vindo à nossa Redação rogar-nos que fossemos
Os intérpretes do seu desejo, junto ao Sr. Intendente.
A criação de um hospital e uma vitória dos Srs. Oswaldo Dornelles e Jacques Freitas Valle, sobre a teimosia do Intendente, mas é, também, uma vitória de A Palavra, porque tudo disse à cerca do Hospital do Regalado, ficou integralmente confirmado com a criação do novo hospital. Combatemos a fundação do primeiro e propugnamos a criação do segundo. O primeiro foi abandonado e o segundo foi instalado. Obtivemos, portanto, um triunfo.

07-Dez-1918 - Influenza Espanhola - É a devastadora peste da guerra que, depois de assolar os acampamentos das tropas beligerantes na Europa, transpôs os mares, estendendo-se a todo o planeta. No Rio de Janeiro foi impossível impedir a sua invasão e, dali, depois de produzir uma verdadeira hecatombe, alastrou-se pelo interior e pelos portos marítimos> Em nosso Estado, penetrou pela Viação Férrea, pela Barra do Rio Grande e pelo Rio da Prata. Antes que a epidemia se alastrasse por Alegrete, tratou-se de instalar um hospital para socorrer enfermos. Não foi muito fácil a instalação do hospital, pois os proprietários e os vizinhos se opõem à sua instalação. Foi conseguida uma casa, situada fora da zona urbana, além do Passo do Regalado, em lugar alto, com aberturas a todos os ventos, no meio de um vasto terreno cercado, casa com capacidade de 30 ou 40 leitos. Foi necessário desalojar o arrendatário, indenizando-o em um ano do arrendamento e de plantações. O Proprietário da chácara, Sérgio de Sá Dornelles, cedeu-a de boa vontade, sem condições onerosas e ainda pôs à disposição quatro vacas para suprimento do leite ao Hospital.
Com grande dificuldade se lutou para prover o hospital do indispensável mobiliário, pois era escassos o material na praça e a Viação Férrea não podia proporcionar transporte.
Na obtenção de cobertas e donativos pecuniários o hospital foi auxiliado por um grupo de senhoras das Associações Religiosas: Confraria do Carmo, Apostolado da Oração e Filhas de Maria, cujas representantes eram Dona Adelaide Reis Leães, Lydia Alves, Otilia Fernandes, Bellinha Rocha, Deolinda Wisintainer, Diva Alves e Maria da Conceição Noronha.
Os primeiros casos da gripe foram constatados no dia 26 de outubro de 1918, importados de Uruguaiana por pessoas que tinham ido a passeio ou negócio. Em seguida outros casos se manifestaram trazidos de Porto Alegre por colegiais que fugiam da peste na Capital. A pandemia atacou primeiro a classe superior e depois a população pobre.
A 7 de novembro de 1918, se dividiu a cidade em seis zonas, tomando cada médico a seu cargo uma zona e atendendo gratuitamente aos doentes pobres e respectiva circunscrição. A Intendência deu tratamento gratuito aos pobres hospitalizados e fornecia medicamentos e dieta ao que fossem tratados em suas casas. As zonas:
1ª zona - o acadêmico Celestino de Moura Prunes
2ª zona - Dr. João Ayard
3ª zona - Dr. Titto Marengo
4ª zona - Dr. Alexandre Lisboa
5ª zona - Dr. Pedro Pitella
6ª zona - Dr. Severino Sá Brito e Dr. Mário Assis Brasil

As medidas profiláticas foram:
* proceder na limpeza e desinfecção dos prédios e quintais
* suspensão do funcionamento das escolas, teatros e casas de diversão
* proibida a aglomeração do povo na Viação Férrea
* proibida a encomendação dos mortos infectados
* proibido o transporte de cadáveres à mão
* os empregados das estradas tiveram de limpar a cidade
* tabela com preços máximos para os alimentos, pois já se especulavam.

Com o aumento da gripe, depois do Hospital do Regalado, onde foram internados 32 doentes, vindo a falecer 6; no outro atendimento criado no prédio do Colégio Elementar, foram, internados 34 e faleceu 1 doente, sendo atendidos pelos médicos Dr. Alexandre Lisboa e Dr. João Ayard.
Houve também o atendimento dos homeopatas Capitão Sabino Menna Barreto e Lydio Simões Peres de Ávila.
A Chamada Cruz Branca foi composta por um grupo de senhores para colher donativos, que foram empregados da distribuição de dietas, medicamentos e roupas, para os pobres.

Ao todo, na população de 15.000 habitantes, calcula-se que houve perda de cerca de 200 pessoas, 1,33%. Ficou como prejuízo o enorme número de operários afastados do trabalho. Até o policiamento e os empregados da Intendência foram acometidos. Na falta de polícia, o Comandante da 2ª Brigada de Cavalaria, o Coronel Dr. Moreira Guimarães, auxiliou com uma escolta do 17º Grupo de Artilharia, que fez guarda até o restabelecimento de alguns praças da polícia.
Em Janeiro de 1919, foi considerada extinta na cidade a influenza espanhola, sendo publicado o ato nº 121, de 4 de Janeiro que revogou as medidas provisoriamente adotadas.

Vidas preciosas que vieram a falecer:

* Dr. Manoel Luiz Romero, Juiz da Comarca, a primeira vítima.
* Dr. Sylla Teixeira, sucumbiu na Europa
* Dr. Jorge da Silveira Pinto, falecido em Porto Alegre.
* Coronel Paulo Carus, Juiz do 2º Distrito.
* José Antunes Maciel, estimado comerciante.
* Marcelino Blanco e Senhora, do 3º Distrito
* Zeferino Nunes Sobrinho e Senhora, do 4º Distrito.
* Ottoni Villela, fazendeiro que faleceu em Porto Alegre.
* Dr. Pedro Pitella, médico sanitarista.

21-Jan-1920 - Dr. Colbert Perissé - Está nesta cidade, em cuja Guarnição vem servir o 2º Tenente Dr. Colbert, do Corpo de Saúde do Exército. Ele é médico operador e parteiro, e especialista em doenças de crianças. Oferece seus serviços na Farmácia Popular.

Set-1922- Medicina - Acontece um fato realmente marcante, a criação do Instituto de Radioscopia, Radiografia e Eletro-Fisioterapia com aparelhagem caríssima vinda da Suécia. Este Instituto era dirigido pelo Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas.

22-Nov-1922 - Instituto de Radiologia e Eletricidade Medica - Do Dr. Antonio Saint Pastous - Radioscopias de pulmão, coração, aorta, esôfago, estômago e intestinos. Radiografias instantâneas dos órgãos toráxicos e abdominais. Radiografias de rim, ureteres e bexiga, de vesícula biliar e apêndice, do esqueleto em geral. Localização e extração de corpos estranhos á luz do Ecran radioscópico. Radioterapia superficial. Termogênese, transtermia e termo-coagulação pelas correntes de Alta Freqüência, no tratamento das moléstias da pele, reumatismos, nevralgias, arteriosclerose, anemias, hemorróidas, etc. Galvano-cauterização, massagens elétricas, correntes galvânicas e farádica, endoscopias. Electrodiagnóstico e electroterapia nas afecções do sistema nervoso, banhos de luz no tratamento do reumatismo, resfriado e etc.

02-Jun-1926 - Ata da Segunda Sessão Ordinária da Santa Casa de Caridade.
Aos dois dias do mês de Junho de mil novecentos e vinte três, presentes o Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Provedor, Octacílio Souza Lautert, Procurador, José da Silva Leal, Salustiano Ferreira da Costa, Octacílio Campos, Braz Faraco, Carlos Mallmann, comigo, Euclides Araújo, Escrivão, foi pelo mesmo Senhor Provedor aberta a Sessão, tendo em seguida, explicado à Mesa que na qualidade de Provedor, a pedido da Cruz Vermelha, admittiu neste estabelecimento, doentes e feridos do Exército Libertador, porém, com o intuito de admittir também os doentes do outro partido em lucta, caso fosse pedido o auxílio da Santa Casa. O que para evitar seguir alguma censura em torno de sua pessoa, por ser político, dirigiu-se à referida Cruz Vermelha, pedindo-lhe que esta apresentasse à Mesa uma proposta que consultasse aos interesses deste estabelecimento, o que foi feito por meio da seguinte proposta, assignada pelo irmão Sr. Dr. Severino Sá Brito.
A Cruz Vermelha Libertadora propõe-se a alugar as salas que estão ocupadas pelos feridos, na Santa Casa de Caridade, mediante as seguintes questões:
1) A Cruz Vermelha pagará à Caridade 10 mil réis por dia, enquanto tiver doentes ali;
2) As despesas de alimentação, medicamentos e pessoal correm por conta do arrendatário;
3) Terminada a actual campanha, a Cruz Vermelha fará a doação à Santa Casa de Caridade de todos os utensílios e roupas de sua propriedade.

A proposta acima foi por unanimidade aceita, motivo pelo qual o irmão Provedor declarou que não se julgar suspeito no assunto em referência.
Foi pelo Irmão Provedor declarado que, por meio da carta que dirigiu a seu colega, Sr. Pavão Martins, offereceu este estabelecimento aos doentes pertencentes às Forças do Governo, tudo imediatamente providenciado para a aquisição de dez leitos, e a arrumação de uma sala espacial para a admissão de gripados que constou que deveriam recorrer ao auxílio deste estabelecimento, na tendo, entretanto, sido ainda recorrido tal auxílio.
Pelo Irmão Braz Faraco foi declarado que tendo vindo a este estabelecimento três senhores uruguaios, pedir para visitar os doentes, tendo sido exceção da parte ocupada por feridos, por motivo de que ali existiam alguns muito graves, aos quais o doutor assistente, Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas, havia recomendado todo o repouso, proibindo ventos. E a vista disso, os senhores uruguaios recusaram-se a entrar, alegrando que em outras partes, estabelecimentos congêneres, não negarão a entrada a qualquer pessoa, retirando-se em seguida.
Encerrada a ata.

Atitude Meritória

A Revolução de 1923 foi um dos maiores movimentos revolucionários do Rio Grande, que, de uma forma ou de outra, levava cada cidadão a se posicionar contra ou a favor da figura do Presidente do Estado, Borges de Madeiros. Os desmandos e as trapaças afetaram profundamente a vida civil, tornando-se o governo um joguete para que o Presidente se mantivesse no poder. Mesmo assim, os cidadãos ou os profissionais que tinham escrúpulo não se vendiam por conveniências. Um exemplo disso é o do Dr. Alexandre Lisboa, chefe maragato, que, estando no cargo de Provedor da Santa Casa, deixou a Provedoria, pois não poderia de forma alguma interferir no direito das coisas. Exonerou-se do cargo até depois de passada a revolução.

1923 - Médicos que se lutaram ao lado dos revolucionários:

Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Mário de Assis Brasil
Dr. Severino Sá Brito
Dr. Juvenal Saldanha
Dr. Antero Marques
Engenheiro Democratino Silveira
Farmacêutico Péricles Silveira

27-Mar-1923 - Junta Governativa dos Revolucionários em Alegrete - O Vice-Intendente (chimango), em exercício, Coronel Antônio Freitas Valle, quando fugiu para Uruguaiana, deixou a Intendência acéfala, devido à aproximação dos revolucionários de Honório Lemes. Os revolucionários tomam a Intendência de Alegrete no dia 27 de março de 1923, estabelecendo uma Junta Administrativa, integrada pelo Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Presidente, Artur do Prado Souza e Diogo de Assis Brasil. Esta Junta permaneceu até o dia 08 de junho de 1923, quando a cidade foi retomada por forças legalistas provenientes de Cacequi, comandadas pelo Coronel Claudino Nunes Pereira e forças de Uruguaiana, ambas transportando pelo trem o efetivo de homens e a cavalhada. A Intendência permaneceu ocupada militarmente pela forças legalistas do Tenente da Brigada Militar Otelo Frota, até o dia 18 de junho. Neste dia, Honório Lemes retoma a cidade e a Junta Administrativa entra na Intendência. No dia seguinte, 19 de junho, acontece o Combate da Ponte do Rio Ibirapuitã, e logo após, com a vitória dos legalistas, reassume a Intendência o Coronel Antônio de Freitas Valle.


1926 - Médicos de Alegrete


Dr. Alexandre da Silva Lisboa..........Rua Vasco Alves
Dr. Antônio Saint Pastous..............Rua General Vitorino
Dr. Amarílio Macedo....................Praça 15 de Novembro
Dr. Basileu Medeiros Bicca.............Praça 15 de Novembro
Dr. Celestino de Moura Prunes..........Rua Ipiranga
Dr. Fonseca Júnior.....................Rua Vasco Alves
Dr. Euclides dos Santos Lisboa.........Rua Vasco Alves
Dr. Franklin Olivé Leite...............Praça 15 de Novembro
Dr. Mário Assis Brasil.................Rua Barão do Cerro Largo
Dr. Olintho Flores.....................Rua dos Andradas. 98
Dr. Ivo Corrêa Mayer...................Rua
Dr. José Vieira de Macedo..............Rua Ipiranga
Dr. Salathiel Santos...................Rua Ipiranga, 14
Dr. Miguel Olivé Leite.................Praça 15 de Novembro
Dr. Fernando Ribeiro...................Rua Gal. Sampaio
Dr. Augusto Maria Sisson...............Rua dos Andradas
Dr. Júlio Ramos de Almeida.............Sanatório
Dr. Brenno Silveira....................Farmácia Popular

27-Abr-1926 - Medicina - O Sanatório Santo Antônio era dirigido pelo Dr. Amarílio Macedo, cirurgião e pelo Dr. Miguel Olivé Leite, clínico. O estabelecimento localiza-se nas proximidades da Uzina Elétrica, no prédio do Sr. Conceição Blessmann o qual foi completamente reformado. Constava de: sala de operações, laboratório, esterilização e análise, sala de operações para moléstias venéreas e casos infecciosos, quartos para pacientes, cozinha e despensa.

01-Mai-1926 - Medicina - O Cirurgião-dentista Pedro Paulo Haesbaerts, diplomado pela universidade americana, de passagem por essa cidade, oferece seus trabalhos: extração de dentes sem dor pela afamada injeção Nauvaia.

06-Jun-1926 - Enfermarias - As casas de saúde para atendimento médico são os seguintes:
* Enfermaria Militar - na Rua Demétrio Ribeiro
* Santa Casa de Caridade - na Rua General Sampaio
* Sanatório Santo Antônio - no final da Rua José Bonifácio

06-Jun-1926 - Farmácias - Existem em Alegrete as seguintes farmácias:
Farmácia Brasil - de Waldemar Simch, na Praça 15 de Novembro, esquina da Rua General Neto
Farmácia Ribeiro - de Carlos Ribeiro, na Rua Ipiranga, esquina da Rua General Sampaio.
Farmácia Quintana - de Celso Quintana, na Rua dos Andradas, 70, esquina da Rua do Ipiranga.
Farmácia Popular - de Péricles Silveira, na Praça General Osório, em seu primeiro endereço.
Farmácia Popular - de Péricles Silveira, na Rua dos Andradas, esquina da Rua Vasco Alves.
Farmácia Noronha & Irmãos - de Galdino de Freitas Noronha, na Rua Vasco Alves.
Farmácia Freitas - de Demétrio Rodrigues de Freitas, na Praça 15 de Novembro.
Farmácia da Caridade - dirigida pela Irmã Albana, na Santa Casa
Farmácia Central - do Dr. Olintho Suarez, na Rua dos Andradas, 114, fundiu-se com a Farmácia da Caridade.
Farmácia Moliterno - de Raphael Pignataro, na Rua dos Andradas

Médicos e o Futebol

Quando a 23 de novembro de 1938, se deu a fundação da Associação Beneficente de Alegrete - ABA, o movimento foi comandado por Dona Diva Quintana e de Doma Ely Pinheiro Machado. A ABA constava de um pavilhão de isolamento para tuberculosos, uma casa de maternidade, um asilo para indigentes e velhos, um prédio para a assistência à infância desamparada, e um ambulatório. A 4 de dezembro de 1938, os médicos alegretenses deram um espetáculo com a classe médica de Uruguaiana, para que a renda dos jogos revertesse para a ABA. Foram eles:
Dr. Emílo Zuñeda - goleiro
Dr. Salvador Pinheiro Machado - zagueiro
Dr. Alvarino Marques - zagueiro
Dr. Rui Barbosa da Silveira - intermediária
Dr. Moacyr da Silveira - intermediária
Dr. Rui Souza - intermediária
Dr. Euclides dos Santos Lisboa - ataque
Dr. Brenno Silveira - ataque
Dr. Celso Berned - ataque
Dr. Antero Marques - - ataque
Dr. Ivo Ferreira da Costa - ataque

Os médicos alegretenses se apresentaram vestindo saiote escocês.

Médicos Famosos na Medicina Brasileira

O mais famoso médico, em qualidade profissional foi o Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas,
Que conseguir elevar o nome da radiologia em seu mais alto grau de desenvolvimento, sendo o precursor da radiologia no país. Foi um grande cientista e autor de livros. É homenageado até hoje em sua cidade natal.

Dr. Apheu Bicca de Medeiros (cirurgia geral) - Diretor da Santa Casa
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas (radiologia) - Reitor de 1943-1944
Dr. Eduardo Faraco (cardiologia) - Reitor de 1968-1972
Dr. José Carlos Fonseca Milano (clínica geral) - 1964-1968
Dr. Luiz Francisco Guerra Blessmann - (ortopedia) -Diretor da UFRGS

Os Médicos e a Política

Toda a cultura, quando se organiza formalmente, necessitam de uma tragédia para sedimentar seus valores. A classe médica, com sua inquestionável participação em todas as áreas sociais, para reagir à injustiça social do governo de Borges de Medeiros (1898-1928), se associa à classe política e esclarecida da oposição, integrando-se no movimento revolucionário de 1923. Com isso empresta notáveis líderes médicos, principalmente o grande Dr. Alexandre Lisboa que foi o chefe maragato de Alegrete. Por sua índole voltada para a paz e a justiça, torna-se admirado tanto pelos maragatos quanto pelos chimangos.
Cidadãos alegretenses que apoiaram o movimento revolucionário
Dr. Alexandre da Silva Lisboa - Chefe Libertador de Alegrete
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Mário Assis Brasil
Deputado Estadual Dr. Jorge da Silveira Pinto
Dr. Diogo de Assis Brasil
Major Arthur do Prado Souza

Cruz Vermelha Alegretense

A classe popular também se soma ao esforço revolucionário, trazendo a contribuição da Cruz Vermelha Libertadora, cujos nomes abaixo relacionados, demonstram a maciça contribuição da mais alta burguesia e povo do município.
Presidente: Esther dos Santos Lisboa
1ª Vice-Presidente: Eulália da Silveira Pinto
2ª Vice-Presidente: Izaura de Sá e Souza
1ª Secretária: Zilda de Sá Brito
2ª Secretária: Izabel Nogueira Alves Pereira
1ª Tesoureira: Nazinha Nogueira Alves Pereira
2ª Tesoureira: Lalinha Lisboa

Diretoras da Cruz Vermelha Libertadora

Maria Regueira de Azevedo
Branca Domingues de Freitas
Mariquinha Sá Brito
Fausta Domingues Alves
Alzira Carvalho Ferreira da Costa
Santa Alves
Lilá Saldanha
Carlota Schmitz
Hilda Dornelles Saint Pastous de Freitas
Floriana Medeiros
Chiquinha Antunes Pinto
Marina Fonseca Brasil
Odith Silveira Guida Fialho
Corália Antunes
Dília Alves Pereira
Beta Trindade
Guita Quintana
Nina Medeiros
Nina Leães Silveira
Medora Dornelles
Riquinha Maciel Alves Pereira
Xandica Alves Pereira
Rosita Carvalho
Mimosa Saint Pastous de Freitas
Aracy dos Santos Ferreira
Acólia Domingues
Doralice Lautert
Chefisa Figueira
Elcídia Miranda Laydner
Nerina Fonseca Milano
Prudência Dornelles dos Santos
Ernestina Milano
Alda Maciel Guedes
Sinhá Oliveira
América Guimarães Campos
Célia Anhaia
Celina Brasil de Souza
Sara Malmman Saldanha
Tereza Mota Campos
Clementina Santos Silva
Ignácia Piva
Helena Ribeiro
Constância Machado da Silveira
Amazília Alves Pereira
Ana Luiza Rego
Alcina de Souza
Conceição Lautert

Coordenadoras Auxiliares da Cruz Vermelha Libertadora de Alegrete

Stela Ferreira da Costa
Marieta Silva
Ema Regueira
Antonieta Silva
Iracema Azevedo
Ricota Guimarães
Raquel Lisboa
Luiza Maciel
Zuleica Sá Brito
Senhorinha Medeiros
Alzira Prates
Odith Medeiros
Ditinha Rodrigues
Mariquinha Paim
Marieta Quintana
Medora Paim
Alzira Brasil
Vanda Medeiros
Ester dos Santos Lisboa
Élida Paim
Zizi Malmman
Mosa Medeiros
Risoleta Leal
Petronilia Marques
Adholfina Leães
Diná Paim
Estela Ferreira
Mosinha Dorneles
Alzeorides Souza
Noema Domingues
Alice Souza Jorgens
Linda Domingues
Universina Loureiro
Glória Domingues
Antonieta Souza
Leopoldina Piegas Fernandes
Lóla Antunes
Virgínia Trindade
Eulália Pinto
Gringa Giordano
Deolinda Silveira
Lelinha Rodrigues
Acólia Pinto
Lolô Visintainer
Ana Amélia Ribeiro
Adelaide de Uchôa
Marina Canabarro
Inez Fagundes Leal Pereira


Médicos que Exerceram a Profissão em Alegrete

1830 - Dr. Álvaro Antônio José de Carvalho - Cirurgião
1840 - Dr. Eduardo Jorge de Miranda
1844 - Dr. Joaquim Jose Galvão
1846 - Dr. José Carlos Pìnto
1851 - Dr. Juvêncio Cardoso da Cunha - médico baiano
1851 - Dr. Ramão Arcas
1852 - Dr. José Vaz Teixeira
1858 - Dr. Reiggnitz - alemão.
1858 - Dr. Antonio José Afonso Guimarães
1859 - Dr. Manoel Jose de Oliveira
1862 - Dr. Geminiano Vital da Silveira.
1864 - Dr. Belchior da Gama Lobo
1866 - Dr. Pedro de Barros Cavalcante e Albuquerque.
1868 - Dr. James de Oliveira Franco
1868 - Dr. Francisco da Silva Moraes
1876 - Dr. Cândido Manoel de Oliveira Quintana
1876 - Dr. Francisco da Silva Morais
1876 - Dr. José Leôncio Medeiros
1876 - Dr. Severino Ribeiro Carneiro Monteiro
1876 - Dr. José Carlos Pinto - cirurgião
1877 - Dr. João Sabino Vieira - cirurgião
1878 - Dr. Candido Manoel de Oliveira Quintana
1878 - Dr. Clemente José Pinto
1878 - Dr. Sabino de Oliveira - sergipano
1878 - Dr. Antônio Joaquim da Silva - militar
1878 - Dr. João de Freitas Rodrigues Braga - militar
1878 - Dr. Tenente Coronel Ignácio Manoel Domingues.
1879 - Dr. José Carlos Pinto - cirurgião
1879 - Dr. José Xavier da Costa - militar
1880 - Dr. Eulálio Lelis Piedade - militar
1880 - Dr. José Gonçalves Marques
1881 - Dr. Ignácio Manoel Domingues
1881 - Dr. João Pinhatório
1897 - Dr. Alexandre da Silva Lisboa - militar
1900 - Dr. Tito Marengo - italiano
1900 - Dr. Alpheu Bicca de Medeiros
1900 - Dr. Antero Marques
1903 - Dr. Pedro Pitella
1905 - Dr. Severino Sá Brito
1906 - Dr. Geraldo Farias
1906 - Dr. Paulo David
1906 - Dr. Ananias Leão
1907 - Dr. Lindolfo Belloa
1907 - Dr. Sylla Teixeira
1907 - Dr. Juvenal Santana Saldanha
1913 - Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
1915 - Dr. Antônio Berge - militar
1915 - Dr. João Cardoso de Menezes
1915 - Dr. João Manoel Ramos
1915 - Dr. Jorge Magenart
1915 - Dr. B. Pericás
1915 - Dr. Dr. Francisco de Barros Coelho
1916 - Dr. Luis Martins Falcão
1916 - Dr. Veiga Lima
1918 - Dr. Mário Assis Brasil
1920 - Dr. Celestino de Moura Prunes
1920 - Dr. Colbert Perissé
1920 - Dr. João Ayard
1920 - Dr. Salvador Donici
1922 - Dr. João Pires
1922 - Dr. Alves Cerqueira
1922 - Dr. Arnóbio Nunes de Miranda
1922 - Orestes Taddei
1922 - Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Correia Mayer
Dr. Salatiel Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. João Vieira de Macedo
Dr. Augusto Maria Sisson
Dr. Julio Ramos de Almeida
Dr. Fernando Ribeiro
Dr. Gastão Noronha
Dr. Arthur Marques
Dr. Brenno Silveira
Dr. Franklin Olivé Leite
Dr. Euclides dos Santos Lisboa
Dr. José Gonçalves - militar
Dr. João Máximo dos Santos
Dr. Celso Bernd
Dr. Ruy Barbosa da Silveira
Dr. Emílio Zuñeda
Dr. Arthur Santayanna Mascarenhas
Dr. Hermes Pimentel
Dr. Manoel Olintho Zanilla
Dr. Helvécio Pimentel
Dr. José Correa de Barros
Dr. Ruy dos Santos Lisboa
Dr. Salvador Pinheiro Machado
Dr. Alvarino Marques
Dr. Luis Cabral
Dr. Virginio Machado da Silveira
Dr. Pedro Moacyr da Silveira
Dr. Ivo Ferreira da Costa
Dr. Clovis Francisconi
Dr. Nilo Brasil Milano
Dr. Arthur Darianno
Dr. Carlos Marckzyk
Dra. Elisa Marckzyk
Dr. Euclides dos Santos Lisboa
Dr. Eduardo Faraco (cardiologia) - Reitor de 1968-1972
Dr. José Carlos Fonseca Milano (clínica geral) - 1964-1968
Dr. Luiz Francisco Guerra Blessmann - (ortopedia) -Diretor da UFRGS
Dr. Jarbas Aurélio
Dr. Jesus Pinheiro Rodeiro


O bom profissional em Medicina vai aos poucos adentrando a sua profissão, de tal forma que, depois, com o passar dos anos, a profissão fica com o aspecto do referido médico.
Assim são os grandes homens que exerceram a profissão que mais tem a ver com a interioridade do ser humano.
Como é uma classe que lida diretamente com a saúde e com a longevidade das pessoas esse profissional necessita de um grande palco com coxias e camarins para que o seu espetáculo de grandeza e de precisão se faça acontecer. Para tal, é necessária a eficácia dos hospitais, das clínicas, da enfermagem, dos laboratórios, das farmácias e do pessoal da limpeza, pois nenhum homem poderia galvanizar para si todas as qualidades, coisa praticamente impossível.
Aqui, sobre este lugar onde estamos, desde 1817, assenta-se uma população que inicialmente se verteu para a guerra e para o pastoreio. Cada corpo de exército se fazia acompanhar do seu Capelão e do seu médico. Era a obrigação do Exército.
Desde 1822, conforme os Livros de Óbitos da Freguesia de Alegrete, os Padres assentavam o provável diagnóstico, sendo esses registros um verdadeiro manancial de informações que certamente darão o brilho a qualquer historiador.
O século XIX, o chamado Século das Luzes, deu a forma e a direção a todas as correntes culturais do conhecimento, mais ainda para a vertiginosa trajetória da Medicina em busca do alívio da dor e da conservação da vida.

No alvorecer do século XX, quando pouco se pensava em associar os médicos do Estado, em Alegrete, a 25 de fevereiro de 1915, pela sensibilidade dos médicos Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, Dr. Alexandre da Silva Lisboa, Dr. Juvenal Saldanha, Dr. Severino Sá Britto, Dr. João Cardoso de Menezes e o Dr. Sylla Teixeira da Silva (por procuração) criaram a Liga Médica. Alegrete foi a primeira cidade do Estado onde uma entidade congraçou todos os médicos em torno de uma idéia profissional.
A Liga Médica nasceu no laboratório de Exames da Farmácia Popular, instalada na Praça General Osório, de propriedade do Sr. Péricles Silveira. O nascimento da Liga Médica deu-se no terceiro encontro. O Dr. Alexandre Lisboa é eleito presidente e o Dr. Alpheu Bicca de Medeiros, eleito Vice-Presidente. Neste momento, os médicos alegretenses fizeram determinadas exigências para que os profissionais pudessem exercer o seu trabalho de uma maneira mais justa, pois o número de curiosos era muito grande. Estava assim criada a primeira Associação Médica do Rio Grande do Sul.
A Liga Médica recebe adesões dos médicos de Porto Alegre, Bagé, Rosário do Sul, Santa Vitória do Palmar e Santa Maria. Essa Liga visava, sobretudo, a zelar pela integridade moral e científica da profissão médica, combatendo os excessos da liberdade profissional.

Mas foi a 01 de setembro de 1926, novamente na sala da Biblioteca da Farmácia Popular, de Propriedade de Péricles Silveira, que os médicos de Alegrete se reuniram para fundar a Sociedade de Medicina de Alegrete, que tinha como finalidade:
* congregar a classe médica
* cuidar do aperfeiçoamento e dos interesses da classe
* comprar revistas médicas
* fazer com que a classe tivesse representação tanto local quanto estadual e nacional.
Ficou decidido que, em cada sessão, um médico inscrever-se-ia para discorrer sobre determinado assunto que tivesse competência. A mensalidade era de 5.000 réis e a jóia de 20.000 réis. Estiveram presentes, nesta sessão de fundação, tidos, então, como fundadores:
Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Dr. Juvenal Santos
Dr. Celestino de Moura Prunes
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas
Dr. Amarílio Macedo
Dr. Ivo Corrêa Mayer
Dr. Salathiel dos Santos
Dr. Miguel Olivé Leite
Dr. Olintho Flores
Dr. Manoel Vieira da Fonseca Júnior
Dr. Mário Assis Brasil

1ª Diretoria:
Presidente.......Dr. Alexandre da Silva Lisboa
Tesoureiro.......Dr. Juvenal Santos
Secretário.......Dr. Celestino de Moura Prunes

Essa associação com este ato possuiu uma antevisão de futuro. A classe médica não só exerceu uma medicina vanguardista e sábia como também se integrou na comunidade através de vários eventos, principalmente, no futebol, onde vário médico era exímio jogador.
A Associação Médica de Alegrete, por manter reuniões de caráter de estudo e de discussão, promoveu o surgimento de conceituados profissionais que, mais tarde, seriam Reitores de Universidades do Rio Grande do Sul.

No universo dos médicos que passaram por Alegrete, se encontram homens com os mais variados pendores, pois trilharam uma vida de tantas renúncias e de tantos sacrifícios, que muitos chegaram a considerados familiares da maioria das pessoas. Além da competência profissional, foram gerados professores, consultores, reitores e cientistas.
Para resumir a significação dos médicos temos como expoentes o Dr. Alexandre da Silva Lisboa, que morreu a 7 de julho de 1940, deixando até hoje, depois de 66 anos, bem impresso na população o grande sacerdócio que pode ser exercido de maneira digna e simples, todavia, sustentado por um coração generoso e compreensivo. Esse homem foi obstetra, sanitarista, provedor, político, chefe dos maragatos, chefe da junta revolucionário, perfeito de Alegrete, e, acima de tudo, admirado tanto pelos maragatos, quanto pelos chimangos. Por ser considerado o pai do povo, recebeu da comunidade um automóvel.
O Dr. Romário Araújo de Oliveira, falecido a 4 de agosto de 1988, depois de 18 anos, ainda empolga o povo dessa cidade. Também foi chamado de Pai do Povo, recebendo também um carro que conservou até o fim de sua vida. Era uma personalidade controvertida, sendo um grande colorado, PDT e, acima de tudo, benemérito da Escola de Samba Unidos dos Canudos. Envolveu-se intimamente com o povo, pois para ele dedicou a maior parte de sua vida em mais de 20 horas por dia. O seu grande lar foi a Santa Casa de Caridade de Alegrete.

Depois de transcorridos 91 anos de Liga Médica e 80 anos de Associação Médica, podemos certamente parabenizar tanto os que passaram quanto os que ainda presentes se dedicam de bom coração a esse povo alegretense, pois sem essa comunidade nada seríamos.

Farmácias de Alegrete

No início do século XX a Santa Casa de Caridade não realizava cirurgia. Essa competência ficava a cargo das farmácias, onde os farmacêuticos eram verdadeiros donos de uma cultura que se associava intimamente à medicina.

Farmácia Quintana - de Celso e depois de Milton Quintana, pai e filho, fundada a 10 de fevereiro de 1887, localizava-se na Rua dos Andradas, esquina da Rua Ipiranga. Celso era o pai de Mário Quintana.

Farmácia Brasil - pertencente ao Dr. Valdemar Simch, localizada na Praça 15 de Novembro, esquina General Neto.

Farmácia David - pertencente ao Dr. Paulo David, funcionava como policlínica médico-cirúrgica. Nos anos de 1903.

Farmácia Ribeiro - pertencente a farmacêutico Pedro Fernandes Ribeiro e, depois, ao seu filho Carlos Fernandes Ribeiro. Teve seu início antes de 1912. Localizava-se na Rua do Ipiranga, esquina da Rua General Sampaio.

Farmácia Freitas - pertencente ao Dr. Demétrio Rodrigues de Freitas. Localizava-se na Praça 15 de Novembro, ao lado da casa da senhorita Julieta Leães.

Farmácia Central - pertencente ao Dr. Olintho Suarez. Localizada na Rua dos Andradas número 14, antiga Casa La Gamba. Fundiu-se em 1922 com a Farmácia da Santa Casa de Caridade. Depois de 1938, José Bonifácio da Costa Nunes tornou-se proprietário desta farmácia.

Farmácia da Caridade - dirigida pela Irmã Albana, quando a Santa Casa reabriu a farmácia.

Farmácia Moliterno - pertencente à Rafael Pignataro, localizada na Rua dos Andradas.

Farmácia Popular - do farmacêutico Péricles Silveira, fundada no ano de 1912. Funcionou primeiro na Praça General Osório e depois na Rua Vasco Alves, esquina General Sampaio.

Farmácia Noronha (Botica) - de Galdino de Freitas Noronha, localizada na Rua Vasco Alves sendo criada antes de 1913.

Farmácia de Julio Valente - localizada na Praça General Osório, antes de 1918.

Farmácia Simões - não se conhece o proprietário e, em 1928, localizava-se na Rua Mariz e Barros.

Farmácia Confiança - pertencente à João Fagundes da Silveira, localizada na Rua Gaspar Martins, onde exerceu a profissão de Farmacêutico Prático o Senhor Alfeu Bueno Cueto. Provavelmente tenha seu surgimento antes de 1932.

Farmácia Ungaretti- pertencente à Ari Ungaretti, localizada na Praça General Osório no ano de 1933. Em 1938, passou a funcionar na Rua Gaspar Martins, no prédio onde funcionaria o Cine Teatro Ipiranga.

Farmácia Alves - no ano de 1938 existe o registro desse nome e julgamos que ficaria localizada na Av. Freitas Valle, ao lado do Edifício Estivallet.

Enfermarias para Atendimento em Alegrete

Enfermaria Militar - localizada na Rua Tamandaré, esquina Rua Demétrio Ribeiro.

Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete - localizada no lado sul da Rua General Sampaio, hoje Centro de Saúde.

Sanatório Santo Antônio - localizado no final da Rua José Bonifácio, esquina da Avenida Eurípedes Brasil Milano, no chamado Challet dos Blessmann

Hospital São José - Fundado a 04 de julho de 1952, pelo Dr. Mário Thompson Flores.

Instituto de Clínicas - localizado no atual Museu Oswaldo Aranha, na Praça Getúlio Vargas, sendo transferida depois para a Rua Demétrio Ribeiro.
* Clínica Geral - Dr. Ciro Soares Leães
* Cardiologia - Dr. Ivo Ferreira da Costa
* Radiologia - Dr. Alvarino Marques
* Cirurgia - Dr. Moacyr Barbosa da Silveira
* Cirurgia - Dr. Rui Souza
* Cirugia - Dr. Arthur Dariano
* Otorrinolaringologia - Dr. Rui Barbosa da Silveira

Clinica (na antiga Fundação Educacional)
* Cirurgia - Dr. Emílio Zuñeda
* Cínica Geral - Dr. Celso Paim
* Radiologia - Dr. Augusto Maria Sissn

Centro Profissional São Manoel - localizado na Rua Vasco Alves, 431, pertencente a Antonio Alves, depois para o Filho Jaci Alves.

Farmácias Solidárias

Após encontros e combates sempre as Farmácias prestaram apoio e assistência ambulatorial., Os seus eis que seus proprietários, além de técnicos científicos, eram também revolucionários, adeptos da causa Libertadora.
É de se ressaltar a preciosa contribuição dada por esta classe, pois as farmácias eram os verdadeiros pronto-socorros, onde eram curativados e operados os contendores.
Solidarizando-se com o Movimento Armado de 1923, estavam as seguintes Farmácias, sediadas em Alegrete:
Farmácia Freitas, propriedade do Dr. Demétrio Rodrigues de Freitas
Farmácia Popular, propriedade do Dr. Péricles Silveira
Farmácia Ribeiro, propriedade do Dr. Carlos Ribeiro
Farmácia Quintana, propriedade do Dr. Milton Miranda Quintana


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